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Guarda Costeira dos EUA divulga 1ª foto de busca por submersível

Embarcação da Guarda Costeira dos EUA procura submersível desaparecido no Atlântico - Reprodução/USCG
Embarcação da Guarda Costeira dos EUA procura submersível desaparecido no Atlântico Imagem: Reprodução/USCG

Do UOL, em São Paulo

21/06/2023 13h11Atualizada em 21/06/2023 13h33

A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou hoje a primeira foto das buscas pelo submersível que desapareceu no Atlântico durante expedição ao naufrágio do Titanic.

O que aconteceu?

Instituição já percorreu mais de 25 mil quilômetros quadrados em busca da embarcação desaparecida. O tempo para encontrá-la está acabando, já que a indicação é de que há menos de 24 horas de oxigênio disponível.

Navios, aviões submarinos controlados remotamente e um barco com câmara de descompressão e atendimento médico participam da tentativa de resgate. "Essa é uma operação complexa, que requer várias agências com expertise no assunto e equipamento especializado", disse o capitão Jamie Frederick.

Além da Marinha e Guarda Costeira norte-americanas, a Guarda Costeira do Canadá também busca pelo submersível.

Equipes detectaram ruídos durante as buscas. Um avião canadense que participa das buscas detectou batidas em uma região a cada trinta minutos. Frank Owen, ex-comandante de submarinos da Austrália, afirmou à BBC que esse é o protocolo para alertar as forças de busca. "A cada meia hora, você bate nas laterais por três minutos".

Titan pode estar próximo da superfície. Especialistas entendem que a existência de ruídos pode indicar que o submersível não está tão fundo como se imaginava.

Submersível sumiu no domingo

Embarcação Titan submergiu na manhã de domingo, 18 de junho. Os tripulantes queriam ver os destroços do Titanic, localizado no Atlântico Norte.

Um piloto e quatro passageiros fazem parte da expedição. São eles: Stockton Rush, presidente da Ocean Gate; Hamish Harding, um bilionário de 59 anos, presidente da empresa de aviação Action Aviation; um empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho; e Paul-Henry Nargeolet, que é o capitão do submersível e considerado um dos maiores especialistas do naufrágio do Titanic, segundo informações do The Guardian.

O barco de apoio na superfície, o quebra-gelo Polar Prince, perdeu contato com ele cerca de uma hora e 45 minutos mais tarde, segundo a Guarda Costeira dos EUA.

O submersível foi dado como desaparecido a cerca de 700 quilômetros ao sul de São João da Terra Nova, capital da Terra Nova e Labrador, que pertence ao Canadá, próximo de onde ocorreu o naufrágio do Titanic, em 1912.