Conteúdo publicado há 3 meses

Queda de elevador em mina deixa 11 mortos e 75 feridos na África do Sul

Onze mineiros morreram e 75 ficaram feridos após a queda de um elevador que transportava trabalhadores em uma área de mineração da Impala Platinum, na África do Sul.

O que se sabe

O elevador industrial que transportava funcionários para a superfície caiu cerca de 200 metros pouco antes das 17h (12h de Brasília). As mortes elevam para 55 o número de vítimas mortais nas minas sul-africanas este ano.

A empresa suspendeu temporariamente as operações em seu complexo de mineração, em Rustenburg, segundo apurou o jornal local Daily Maverick. O CEO da empresa, Nico Muller, descreveu o acidente como "o dia mais sombrio" da história da empresa.

O acidente ocorreu no poço 11 da mina e é o pior da empresa desde 1974, quando 13 de seus funcionários morreram em um incidente em uma barragem de rejeitos, disse um porta-voz da empresa à BBC.

Elevador começou a descer inesperadamente. A Impala Platinum informou que o acidente envolveu uma corda enrolada conectada a um elevador tipo gaiola que transporta as pessoas no poço da mina. A África do Sul tem algumas das minas mais profundas do mundo.

O Ministro dos Recursos Minerais, Gwede Mantashe, visitou a mina. Ele descreveu o acidente como um desastre e disse que uma investigação completa seria realizada para estabelecer o que aconteceu.

"Este é um golpe terrível para a nossa ambição de terminar 2023 com menos mortes do que no ano passado, quando houve 49 mortes, o valor mais baixo já registrado, e a continuação da nossa jornada rumo a danos zero", disse Mzila Mthenjane, diretora executiva do Conselho de Minerais da África do Sul, principal representante das empresas de mineração no país, segundo a BBC.

Feridos em estado crítico

O porta-voz da empresa, Johan Theron, disse que alguns dos 75 mineiros sobreviventes sofreram ferimentos "muito graves". Ele disse que 10 pessoas estavam em estado crítico, sendo que uma delas foi transportada de avião para Joanesburgo para "tratamento intensivo".

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A empresa deve assumir total responsabilidade pelo ocorrido e ir além do "exercício normal de verificação" em termos de compensação para as vítimas, segundo o presidente da Associação dos Mineiros e do Sindicato da Construção, Joseph Mathunjwa.

O elevador vinha apresentando defeito e que o acidente poderia ter sido evitado, ainda de acordo com Mathunjwa. A empresa nega as afirmações e diz que o equipamento era verificado diariamente.

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