Irmã sobre brasileiro que morreu no Líbano: 'O anjo que Israel matou'
Hanan Abdallah, irmã de brasileiro que morreu após ataque no Líbano, acusou Israel de ter matado o adolescente de 15 anos ao republicar vídeo com imagens do garoto nas redes sociais. O pai do menino também morreu.
O que aconteceu
Vídeo mostra cenas do Ali Kamal Abdallah jogando bola ao lado de outras crianças. Na legenda, foi escrita a seguinte frase: "O anjo que Israel matou." Hanan também postou uma série de fotos do menino. (Veja o print do vídeo abaixo)
Onde é que eles me amariam??? Juro que não faz um ano [que a] minha alma é preciosa. Te amo muito. [Vocês são] 'a luz dos meus olhos'.
Trecho de post publicado por Hanan no Facebook
As mortes foram confirmadas nesta quarta-feira (25) pelo Itamaraty ao UOL. O pai dele, Kamal Abdallah, não é cidadão brasileiro. A informação que chegou ao Ministério das Relações Exteriores é de que o homem seria de nacionalidade paraguaia.
Pai e filho viviam em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Na noite desta quarta-feira, a autoridades brasileiras ainda trabalhavam para confirmar a data e as circunstâncias exatas dos óbitos. A estimativa é que só será possível ter um quadro completo a partir desta quinta-feira (26), devido à diferença de fuso entre Brasília e Beirute.
O Itamaraty informou que presta assistência aos familiares. O Ministério das Relações Exteriores diz que as questões de documentação e traslado dos corpos serão tratadas por meio da Embaixada do Brasil em Beirute. Em caso de necessidade, recomenda-se entrar em contato com o plantão consular do Itamaraty por meio do número +55 (61) 98260-0610 (WhatsApp).
Na ONU, Lula criticou ataques israelenses
Presidente Lula criticou os ataques de Israel no Líbano durante o discurso na ONU. Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, aproveitou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, para alertar que o Líbano não pode ser a nova Faixa de Gaza.
Na última segunda (23), o Itamaraty disse ter enviado instruções para a Embaixada do Brasil no Líbano para ser iniciado um processo de consulta com os brasileiros que vivem no país. O objetivo seria saber se o grupo quer ajuda do Estado para ser repatriado ou não.
Aqueles que optassem por continuar no Líbano deveriam sair das regiões do sul, mais próximas a Israel. Zonas de fronteira e outras áreas de risco também deveriam ser evitadas.
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