Topo

Pesquisadores descobrem novas espécies em montanha mais alta do Brasil

Divulgação
Pico da Neblina, no Amazonas Imagem: Divulgação

Da USP

16/04/2018 14h05

Conhecer a biodiversidade em um ponto da Amazônia até então inexplorado pela ciência – este foi o objetivo da expedição ao Pico da Neblina, a montanha mais alta do Brasil, com 2.995,30 metros de altitude. A aventura valeu a pena: os pesquisadores descobriram algumas novas espécies em meio aos exemplares de 700 espécies recolhidas.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2018/pipa-surinamensis-um-anfibio-jamais-descrito-pela-ciencia-1523897844287.vm')

Leia também:

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2018/da-direita-para-a-esquerda-de-cima-para-baixo-as-novas-especies-lizard-walking-toad-night-sky-neblina-pygmy-owl-e-neblina-phyllanthus-1523897919362.vm')O trabalho foi empreendido em novembro do ano passado por dez pesquisadores da USP, com o apoio do Exército brasileiro. Por um mês, nove zoólogos e um botânico coletaram répteis, aves, plantas e mamíferos na mata em torno da localidade de Maturacá, sede de um batalhão de fronteira, e no pico propriamente dito. 

“Quisemos coletar material nessa área para tentar entender as relações e os contatos entre a Amazônia e a floresta atlântica durante os períodos glaciais e interglaciais”, conta Miguel Trefaut Rodrigues, o herpetologista que liderou a expedição.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2018/especies-de-anfibios-agora-descritas-pela-ciencia-gracas-a-expedicao-dos-pesquisadores-da-usp-1523897986304.vm')Para o pesquisador, o conhecimento sobre as espécies que ocupam áreas elevadas e mais frias da Amazônia – razão da escolha da região da floresta onde se situa o Pico da Neblina – permite inferir como as espécies encontradas se comportaram durante épocas de clima frio e de clima quente. “Faremos isso estudando comparativamente a morfologia, a genética e a fisiologia das espécies amostradas”, completa o zoólogo.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2018/na-imagem-o-myersohyla-chamaleo-1523898041513.vm')Os cientistas agora se preparam para divulgar o que descobriram sobre o que trouxeram do ponto mais alto do Brasil e de seus arredores. São informações sobre roedores, répteis, anfíbios, aves e plantas. O Pipa surinamensis é uma das novidades: um anfíbio aparentemente achatado nunca descrito pela ciência. Outro anfíbio, de boca afinada, diferente dos anfíbios tradicionalmente conhecidos, recebeu o nome de "Plump Digger".