Em Aparecida (SP), padre diz que "partidos políticos separam", e pede união

Flávio Costa

Do UOL, em Aparecida (SP)

O padre João Batista de Almeida discursou nesta sexta-feira (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, na basílica onde fica o santuário religioso.

Durante sua homilia, o padre João Batista de Almeida disse que o momento do país exige união nacional.

"As famílias se separam, os partidos políticos se separam, mas Nossa Senhora traz a mensagem da unidade", disse o religioso, que exerce o cargo de reitor do santuário de Nossa Senhora de Aparecida.

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"Os candidatos precisam desarmar os ânimos, pois a violência da campanha chegou a um nível de quase não-retorno", disse o padre em posterior entrevista ao UOL.

As declarações do padre vêm em um contexto de acirramento dos ânimos, com casos de violência motivada por divergência política se espalhando pelo país.

Nesta semana, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu ao eleitor católico que, ao escolher seus candidatos na votação de segundo turno, atente para aqueles que ajudem a preservar, e não a destruir, sistemas democráticos.

Em entrevista ao UOL na última segunda-feira (8), o secretário-geral da entidade e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Steiner, afirmou que esse é um tema que os próprios padres podem abordar nas celebrações religiosas, com a ressalva de que, por lei, não podem se manifestar, nessas ocasiões, a respeito de candidaturas. Mesmo o posicionamento nas missas é orientado pelos bispos.

"Os padres não podem, pela legislação, defender um ou outro candidato, mas podem falar sobre a importância da preservação da democracia", disse. "Quem orienta padres nas paróquias, entretanto, é o próprio bispo", ressalvou.

Steiner evitou se posicionar sobre a polarização que envolve a disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), candidaturas alinhadas a campos ideológicos opostos.

"Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e justiça social, ou não", declarou.

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), esteve em Aparecida nesta manhã, onde a acompanhou a missa solene da festa de Nossa Senhora. Mais de 200 mil pessoas são esperadas para passar pelo local nesta sexta, durante a festividade religiosa.

Ao comentar sobre a estratégia de seu adversário, João Doria, que insiste em associá-lo ao PT, França afirmou que "as pessoas têm sensibilidade para diferenciar o que é falso e o que é verdadeiro".

França disse ainda que acredita que receberá apoio de setores descontentes do PSDB. "Acho que muita gente não fica com João Doria. É porque o perfil de João Doria não combina com Mário Covas [ex-governador paulista morto em 2001]. Ele não junta as pessoas."

"Existem ainda 20% dos eleitores que não me conhecem. Mais uma semana e a eleição em São Paulo estará definida em meu favor", afirmou.

Alguns populares perguntaram aos jornalistas que autoridade estava presente e ao ouvirem a palavra "governador", responderam "Alckmin?", em referência ao antecessor de França no cargo, que deixou o cargo para disputar a eleição presidencial.

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