'Objetivo é só atrapalhar mesmo', diz Alckmin sobre denúncia do MP-SP

Marcelo Osakabe

São Paulo

  • Nelson Antoine/Folhapress

    No domingo (23), Alckmin fez campanha no parque Ibirapuera, em SP

    No domingo (23), Alckmin fez campanha no parque Ibirapuera, em SP

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, criticou a abertura de um inquérito por parte do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para investigar supostas irregularidades em decretos assinados quando era governador do estado e que supostamente teriam beneficiado um sobrinho de sua esposa.

"O objetivo é só atrapalhar mesmo [a campanha eleitoral], é absolutamente irresponsável", disse o tucano em entrevista concedida na manhã desta terça-feira à rádio Gaúcha.

"Nós fizemos obras no Estado inteiro, estamos duplicando uma rodovia e tivemos 130 propriedades desapropriadas. Nunca soube quem eram os proprietários até que vejo uma matéria na imprensa falando que um sobrinho da minha mulher [foi beneficiado]. Só que não tem sobrinho nenhum, mas a ex-esposa desse sobrinho, cuja família tinha propriedade lá. Eles eram casados em regime de separação total de bens e hoje não são mais", rebateu o ex-governador.

A denúncia, oferecida nesta segunda-feira (24) pelo promotor Marcelo Camargo Milani foi aberta após o jornal "Folha de S.Paulo" mostrar dois decretos assinados pelo tucano em 2013 e 2014 que culminaram na desapropriação de imóveis de Othon Cesar Ribeiro, sobrinho de Alckmin, e sua esposa à época, Juliana Fachada. As ações, que fazem parte da construção de uma estrada na região de São Roque, no interior do Estado, teriam rendido uma indenização de ao menos R$ 3,8 milhões.

Othon é filho de Adhemar Ribeiro, irmão da ex-primeira-dama. Adhemar é citado em delações da Odebrecht como arrecadador de caixa dois para campanhas do tucano em 2010 e 2014.

"Não é governo que paga, é a concessionária, e quem estabelece valor é a Justiça", completou Alckmin.

Alckmin volta a atacar Bolsonaro

Na entrevista, Alckmin voltou a atacar Jair Bolsonaro e apelar para a estratégia do voto útil contra o PT. "Tem eleitores que, como não querem a volta do PT, têm medo, olham a pesquisa veem que Bolsonaro está na frente e vão de Bolsonaro. Só que é o contrário, Bolsonaro é a maneira mais rápida de trazer o PT de volta", explicou.

"É preciso olhar o segundo turno, no primeiro, o eleitor escolhe, no segundo o eleitor rejeita e Bolsonaro tem a maior rejeição, perde para todos no segundo turno", disse, referindo-se à pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira.

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