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Palocci diz que pedido de demissão foi decisão "solitária"

Maurício Savarese<bR> Do UOL Notícias

Em Brasília

08/06/2011 16h38

Em seu primeiro pronunciamento como ex-ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci afirmou nesta quarta-feira (8) que a decisão de deixar o governo Dilma Rousseff foi “solitária” e que o afastamento não vai abatê-lo. Ele participa no Palácio do Planalto da cerimônia que empossará sua sucessora, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Aplaudido por quase trinta segundos ao começar a falar, Palocci se afastou por conta da denúncia do jornal Folha de S.Paulo sobre seu vertiginoso aumento de patrimônio entre 2006 e 2010. Gleisi foi anunciada na terça-feira (7) como nova ocupante do cargo de principal assessora de Dilma.

Palocci afirmou que não faria da despedida “um ato triste”. “Não costumo me abater pelas pedras no caminho. Havia e sempre haverá pedras na nossa caminhada”, afirmou. Ele, que coordenou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência e também a de Dilma no ano passado, referiu-se às “aguas turbulentas da política” para justificar a saída.

“O inesperado nos torna frágeis e propõe recomeço. O mundo jurídico não trabalha no mesmo diapasão do mundo político”, disse. “Nos últimos dias as atividades do governo transcorreram com toda a normalidade. Minhas atividades foram sendo progressivamente comprometidas. Se eu vim para ajudar o diálogo, saio agora para ajudar a preservá-lo”, afirmou.

O agora ex-ministro agradeceu à presidente e prometeu lealdade mesmo fora do cargo. “Foram as pedras na longa caminhada que fizeram a presidente Dilma somatizar a democracia”, disse. À sucessora, dedicou poucas palavras. “Você encontrará na Casa Civil servidores leais e comprometidos com o bem do país”, disse.

“Levo apenas as boas lembranças. Saio de cabeça erguida”, completou.

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