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Magro e de bengala, Lula volta a atacar países desenvolvidos por crise global

Hanriksson de Andrade

Do UOL, no Rio

03/05/2012 11h51Atualizada em 03/05/2012 12h20

Magro por conta do tratamento do câncer a que se submete, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou de bengala nesta quinta-feira (3) à sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro. Segundo sua assessoria, o câncer fez Lula perder 18 kg e o uso da bengala é devido à fraqueza provocada pelo tratamento. O ex-presidente já recuperou boa parte do peso, mas, segundo sua assessoria, como ainda há uma defasagem, ele está usando a bengala "por segurança", além das sessões de fisioterapia regulares a que se submete.

Ao lado do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e do prefeito da capital carioca, Eduardo Paes (PMDB), Lula participou de um seminário promovido pelo banco sobre oportunidades e vantagens de investimento na África. Em sua fala, o ex-presidente voltou a responsabilizar as nações desenvolvidas pela crise econômica mundial.

"Os países ricos, responsáveis pela crise global de 2008, continuam punindo as vítimas dessa crise. Ao mesmo tempo, continuam distribuindo prêmios aos responsáveis por ela", afirmou. Lula disse ainda que a crise permanece também porque muitos dos acordos econômicos firmados por governos em 2009 não foram colocados em prática.

África

Ao falar especificamente sobre a relação comercial com o continente africano, o ex-presidente citou um aumento no volume de negócios. Segundo Lula, a soma das importações e exportações entre o Brasil e a África passou de US$ 4,3 bilhões em 2002 para US$ 27,6 bilhões em 2011.

Dizendo que "o momento é de ousadia e criatividade" para defender investimentos brasileiros na África, Lula disse identificar um pessimismo no noticiário, quando se fala daquele continente. "No Brasil, não chegam muitas notícias sobre a África, e quando chegam, são ruins. A África está cheia de notícias boas, e nós temos obrigação de estreitar ainda mais negócios e relações econômicas com o continente africano."

Em sua fala, o governador Sérgio Cabral elogiou o ex-presidente. “Se hoje o Rio tem a menor taxa de desemprego do país, mais segurança pública e maior volume de investimentos nacionais e internacionais, devemos isso ao amor do presidente Lula pelo Rio de Janeiro.”

Relação com a Delta

Cabral evitou a imprensa e não quis comentar sua relação com o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, acusado de envolvimento no esquema montado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro por jogos ilegais e outros crimes. Uma CPI foi instalada no Congresso Nacional para investigar a relação do bicheiro com parlamentares, governadores e outros agentes públicos e privados.

Imagens do governador do Rio com Cavendish --de quem confirma ser amigo pessoal há anos-- foram divulgadas recentemente e mostram que ambos mantinham uma relação estreita de amizade. Agora suspeita de irregularidades, a Delta cresceu fazendo negócios com o setor público e é a empreiteira que mais recebe recursos do governo federal desde 2007. 

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