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A um dia de julgamento no Senado, Demóstenes afirma estar mais "maduro para legislar"

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

10/07/2012 15h57Atualizada em 10/07/2012 19h17

Em mais um discurso na tribuna do plenário do Senado, um dia antes da votação do processo que pode levar à cassação de seu mandato e à perda dos direitos políticos até 2027, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) expressou nesta terça-feira (10) orgulho de integrar o Parlamento brasileiro, relembrou sua trajetória profissional e voltou a afirmar que nada fez que “desonrasse o Senado nem o mandato nem a confiança dos senhores ou do povo de Goiás e do Brasil”.

A fala mais emocional teve como foco o que ele chamou de "campanha" que contou a participação da imprensa e da Polícia Federal.

“Agora sobrevivente de uma atrocidade sem precedentes, me sinto mais maduro para legislar. Vou continuar no Senado trabalhando intensamente pela implantação do ensino em tempo integral em todas as escolas, um percentual mínimo constitucional para a Educação, a defesa dos recursos hídricos e a estabilidade política e jurídica de nossa democracia”, afirmou.

Demóstenes frisou que resistiu aos ataques e que chega à véspera da votação “com a cabeça erguida e a convicção de que a verdade prevalecerá”.

“A verdade é que todas as frases ditas no meu pronunciamento do dia 6 de março se confirmaram; nenhum dos absurdos assacados contra mim se comprovou; os diálogos usados para me enxovalhar foram colhidos de forma ilegal, montados para me imputar ilícitos e vazados criminosamente; sempre usei republicanamente os mandatos confiados a mim pelo povo de Goiás; não cometi qualquer irregularidade, nenhum crime, nenhuma contravenção”, justificou.

E completou: “A verdade é que não há nos autos rigorosamente nada que indique a minha participação em jogos ilegais, conforme já dito e repetido diversas vezes pelos profissionais que atuaram na Operação Monte Carlo, como os delegados, os membros do Ministério Público Federal e o próprio Procurador-Geral da República. Sou a vítima da vez, e isso me custou a paz e a tranquilidade”.

Conversas entre o senador e Cachoeira foram gravadas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo.

Elas indicam que ele sabia de atividades ilegais de Cachoeira e sugerem trocas de favores entre Demóstenes, chamado nos diálogos de "doutor", e o empresário, apelidado de "professor".

 

Após a publicação das gravações, a Procuradoria-Geral da República decidiu investigar o senador. Já o Conselho de Ética do Senado abriu processo de cassação, confirmada em decisão unânime do órgão no mês passado. Nesta quarta-feira (11), o plenário do Senado decide se cassa ou não o mandato do parlamentar.

Em sua estratégia de defesa, o senador goiano vem falando em plenário durante toda a semana passada e apontando possíveis falhas do processo que pode resultar na perda de seu mandato e de seus direitos políticos até 2027.

Entenda as suspeitas envolvendo Demóstenes Torres

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