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Maioria da CPI vota por adiar a votação dos requerimentos; prorrogação continua indefinida

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

31/10/2012 12h16Atualizada em 31/10/2012 12h24

Por 17 votos a favor e nove contra, os parlamentares que integram a CPI do Cachoeira aprovaram nesta quarta-feira (31) um requerimento do relator do caso, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), de adiar a votação dos mais de 500 requerimentos que pediam para quebrar sigilos e chamar  testemunhas para depor sobre a relação de supostas empresas fantasmas com a construtora Delta e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

“Vamos marcar a missa de sétimo dia”, ironizou o deputado federal  Vanderlei Macris (PSDB-SP).

Depois do resultado, a maioria dos integrantes sai da sala da comissão. A prorrogação dos trabalhos ainda não ficou definida.

“Os que votarem no adiamento estão protegendo o esquema criminoso do senhor Cavendish, da Delta, da maior empreiteira que recebeu recursos do PAC”, defendeu o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). 

Bate-boca

Mais cedo na sessão de hoje, o tom das discussões subiu entre o líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), e o deputado peemedebista Leonardo Picciani (RJ). Eles divergiram sobre a ida do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), à comissão para explicar a relação dele com o ex-presidente da construtora Delta e a ligação da construtora com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que é investigado pela CPI.

“Sérgio Cabral passou a ser o principal suspeito da relação da Delta no Rio de janeiro”, afirmou Bueno.

Em resposta, Picciani chamou de “leviana” a fala do colega de parlamento, alegando que a relação entre Cabral e os ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, era apenas pessoal e os contratos da Delta no Rio de Janeiro não teriam relação com Cachoeira.

“É de uma enorme leviandade”, resumiu Picciani. “[Cabral] não foi convocado nesta comissão porque das milhares de ligações [telefones interceptados] o nome dele não é citado sequer uma vez . O senhor Carlos Cachoeira não teve nenhuma atuação no Estado do Rio de Janeiro”, completou.

“Leviano é você”, respondeu Bueno. “Não venha blindar aqui, não”, continuou. 

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