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Deputado pastor critica fiel que não passou senha do cartão em culto; veja vídeo

Do UOL, em São Paulo

07/03/2013 10h26Atualizada em 07/03/2013 12h48

Eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara do Deputados, o polêmico pastor Marco Feliciano (PSC-SP) aparece em vídeo que está circulando nas redes sociais pedindo doações de fiéis da Assembleia de Deus, na Catedral do Avivamento, da qual ele é presidente. Segundo o vídeo, o flagrante ocorreu em Balneário Camboriú, cidade litorânea de Santa Catarina.

No vídeo, o pastor declara o que está recebendo, desde cheques, motocicleta e até um cartão, mas reclama que o fiel não passou a senha: “Aí não vale, depois vai pedir um milagre para Deus, Deus não vai dar e vai falar que Deus é ruim”, afirmou o pastor.

Feliciano, que teve 11 votos dos colegas de comissão (houve 12 votos no total, sendo um em branco), é acusado de homofobia e racismo, mas nega. Após ser eleito hoje, ele chegou a dizer que sua mãe é de "matriz africana", apesar de não ter o "matiz de pele" negro.

A eleição do presidente é feita pelos membros da comissão, que, em geral, seguem a indicação partidária. A bancada do PSC, composta por 17 parlamentares, confirmou na terça-feira o nome do pastor para ocupar o cargo. Como vice, a indicação foi para a deputada Antonia Lúcia. 

Até então, o PT comandava a CDH, sob a direção do deputado Domingos Dutra (MA), mas a legenda preferiu assumir as comissões de Constituição e Justiça e Cidadania; de Seguridade Social e Família e de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Aos 40 anos e pastor da Igreja Assembleia de Deus há 14, Feliciano é formado em Teologia.

Polêmicas

Desde a semana passada, antes mesmo de ser indicado pelo PSC para o posto, a possibilidade de Feliciano como presidente da CDH gerou protestos de ativistas de direitos humanos, porque o deputado tem um discurso que pode ser considerado polêmico.

Em 2011, ele usou o Twitter para dizer que os descendentes de africanos seriam amaldiçoados. "A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!", escreveu.

Em outra ocasião, o pastor postou na rede social que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição". No ano passado, o pastor defendeu em debate no plenário os tratamentos de "cura gay".

Ele nega as acusações de racismo e homofobia. Ontem, ele negou ser homofóbico. "Não sou contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual. Quero o lugar para poder justamente discutir isso. Vai ser debate. Vou ouvir e vou falar", afirmou.

Disputa na web

Quando foi anunciado que o PSC ficaria com a presidência da comissão, vários abaixo-assinados começaram a se espalhar pela internet, contra e a favor da indicação de Feliciano para o cargo.

Na semana passada, uma petição no site Avaaz pedia que ele fosse deposto da comissão. Em seguida, o próprio deputado criou uma petição em seu site defendendo sua indicação.

Agora, uma petição no site Change.org assinada por um grupo de religioso diz que nem todos os evangélicos apoiam Feliciano.

Manifestantes chamam deputado federal Marco Feliciano de racista

  • Reprodução/Twitter

    Mensagem que foi postada no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagada

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