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Assessor de Delcídio que gravou conversa com ministro é exonerado do Senado

O senador Delcidio Amaral, hoje sem partido - Pedro Ladeira/Folhapress
O senador Delcidio Amaral, hoje sem partido Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Karine Melo

Da Agência Brasil

18/03/2016 11h06

José Eduardo Marzagão, assessor de imprensa do senador Delcídio do Amaral (sem partido- MS), foi exonerado do cargo por ordem do presidente do Senado, Renan Calheiros, sob a alegação de quebra de confiança. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (18).

Marzagão gravou duas conversas que teve com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na qual conversam sobre Delcídio. Os investigadores da Operação Lava Jato interpretaram a conversa como uma tentativa de Mercadante para evitar que o senador fizesse delação premiada.

Apesar de o jornalista ocupar cargo de confiança no gabinete de Delcídio, segundo a assessoria de imprensa do Senado Federal, o presidente da Casa pode exonerar qualquer servidor comissionado, tendo em vista que as contratações não são um ato do gabinete e sim do Senado Federal. À Agência Brasil, Marzagão disse acreditar que a decisão de Renan foi política, motivada por um pedido de Dilma e Mercadante. “Não fiz absolutamente nada que quebrasse a confiança do Senado, muito menos expus o Senado”, afirmou.

O assessor disse ainda que ontem (17) ao tomar conhecimento de que seria exonerado passou mal e foi para Instituto de Cardiologia para exames de onde saiu com um atestado médico que foi entregue na Casa. “Mesmo assim fui exonerado”, disse.

A mesma edição do Diário Oficial traz também a exoneração do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira Rodrigues, que não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto.

Em nota, Mercadante afirmou que "o Senado Federal é um Poder independente, com plena autonomia para tomar suas decisões. Jamais tratei desse assunto com quem quer que seja”.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Palácio do Planalto sobre a exoneração de Marzagão, mas até a publicação do texto, não obteve resposta.

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