Processo de impeachment

'Brasileiros estarão comigo na sexta-feira contra o golpe', diz Dilma

Do UOL, em São Paulo

A presidente Dilma Rousseff afirmou durante assinatura de renovação do contrato da empresa de Terminal de Contêineres de Paranaguá ter certeza que brasileiros e brasileiras estarão ao lado dela na próxima sexta-feira (15) para 'vencer essa batalha contra golpe e impeachment sem base legal". É nesse dia que se iniciam as discussões sobre o relatório aprovado pela comissão especial do impeachment, favorável ao processo.

No evento, que aconteceu no Palácio do Planalto, Dilma disse estar segura de que na próxima semana "com essa página virada", o governo dará continuidade às melhorias e que estabelecerá um diálogo nacional de todos os segmentos da sociedade, "não só político, mas de empresário, trabalhadores e de todos aqueles que querem um Brasil melhor".

Com a fala, Dilma reafirmou o que já havia dito durante entrevista a jornalistas feita na manhã de hoje, que haverá uma proposta de nova repactuação "de todas as forças políticas sem ter vencidos nem vencedores". Na ocasião, ela disse ainda que vai resistir "até o último minuto" ao processo de impeachment.

A presidente esteve ao lado do ministro da Secretaria Nacional de Portos, Hélder Barbalho (PMDB-PA), que, apesar de fazer parte de um dos partidos que desembarcou do governo, deve continuar ao lado da presidente.

Hélder contou com apoio de seu pai, Jader Barbalho, que pediu ajuda ao vice-presidente Michel Temer para que o filho integrasse o time de ministros de Dilma -- inclusive na reforma ministerial onde ele trocou a pasta do Ministério da Pesca pela Secretaria Nacional de Portos.

Partidos decidem

A ala peemedebista favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, que é majoritária, vai tentar convencer o restante da bancada por uma unidade de posicionamento. O partido vai orientar o voto favorável ao impeachment, mas respeitar casos isolados, avaliando um a um se haverá ou não punição.

Assim como já havia feito o PMDB, o PP também anunciou o desembarque da base aliada do governo. O partido prevê que apenas seis dos 47 deputados do partido votem contra o relatório aprovado pela comissão especial de impeachment. Depois da decisão da legenda, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, entregou a sua carta de demissão.

Por 30 votos a 8, a bancada do PDS também decidiu orientar o voto favorável à destituição de Dilma Rousseff. O ministro das Cidades Gilberto Kassab, que é da legenda, afirmou que seguiria a decisão que a bancada tomasse.

Apesar dos apoios declarados ao processo de impeachment, Dilma disse ter uma "contabilidade" que demonstraria sua vitória na votação do relatório aprovado pela comissão especial do impeachment, que acontecerá no plenário da Câmara dos Deputados neste domingo (17).

A presidente ganhou hoje o apoio declarado do PDT. A decisão foi acertada em uma reunião que terminou às 1h30. O partido anunciou que deputados ligados à legenda são orientados a votarem contra o processo de impeachment, os que forem de encontro a essa orientação poderá sofrer algum tipo de sanção. A bancada do PDT na Câmara é formada por 20 deputados.

 

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