Garotinho recebe alta no hospital e vai cumprir prisão domiciliar

Do UOL, no Rio

  • Wilton Junior/Estadão Conteúdo

    Garotinho foi preso na semana passada por ordem da Justiça Eleitoral

    Garotinho foi preso na semana passada por ordem da Justiça Eleitoral

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) recebeu alta hospitalar na manhã desta terça-feira (22). O político, que foi preso preventivamente na semana passada, estava internado desde a madrugada de sábado (19) no Hospital Quinta D´Or, no Rio. Lá, ele passou por um cateterismo --espécie de cirurgia para desobstrução de uma artéria.

No hospital, Garotinho estava sob custódia da Polícia Federal (PF). O ex-governador, agora, passará a cumprir prisão domiciliar em seu apartamento, no bairro do Flamengo, local em que foi preso na quarta-feira (16).

Garotinho é suspeito de integrar um esquema de compra de votos na eleição municipal de Campos dos Goytacazes, seu reduto eleitoral. Ele é secretário de Governo da cidade, e a prefeita é a mulher dele, Rosinha Garotinho.

Desde que foi preso, o estado de saúde do ex-governador virou tema de polêmica. Após ser detido, Garotinho foi levado para sede da PF no Rio. De lá, segui para o IML (Instituto Médico Legal) e afirmou que estava passando mal.

Garotinho foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar e acabou internado. Na quinta-feira (17), uma ordem do juiz Glaucenir Silva de Oliveira, do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), determinou a transferência do ex-governador para o Complexo Penitenciário de Bangu.

Na decisão, o juiz declarou que o ex-governador estaria recebendo tratamento privilegiado no hospital. Para Oliveira, ele poderia receber atendimento médico na própria penitenciária. Garotinho resistiu, mas foi levado ao presídio.

Garotinho resiste à transferência de hospital para a prisão

Na sexta-feira (18), a ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luciana Lóssio determinou que Garotinho fosse novamente enviado ao hospital. Ainda segundo ela, quando o ex-governador tivesse alta, deveria cumprir prisão domiciliar e não mais ser levado a Bangu.

"Não cabe à autoridade judiciária avaliar o quadro clínico do segregado, tal como levado a efeito pelo juiz zonal, que assim procedeu sem qualquer embasamento técnico-pericial por parte de equipe médica regularmente constituída, atitude, a meu ver, em tudo temerária, ante o risco de gravame à integridade física do custodiado", afirmou a ministra em sua decisão.

Nesta terça-feira (22), o TSE deve julgar um pedido de habeas corpus protocolado pelos advogados de defesa de Garotinho. Os advogados do ex-governador sustentam que a "prisão é arbitrária, ilegal e baseada em fatos que não ocorreram".

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