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PF cumpre mandados de prisão contra cúpula do transporte coletivo do Rio

Detido em operação da PF, homem é levado para a sede da polícia, na zona portuária do Rio - José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Detido em operação da PF, homem é levado para a sede da polícia, na zona portuária do Rio Imagem: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

03/07/2017 06h38Atualizada em 03/07/2017 11h02

A Polícia Federal cumpriu nove mandados de prisão preventiva, três, de prisão temporária e 30 de busca e apreensão, nesta segunda-feira (3), em nova fase da Operação Lava Jato, que tem como alvo a cúpula do transporte coletivo no Rio de Janeiro. A Operação Ponto Final, que conta com a participação de 80 policiais federais, teve as ações autorizadas pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Um dos alvos da operação é o presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), Lélis Marcos Teixeira.

lélis teixeira - Leo Pinheiro/Valor - Leo Pinheiro/Valor
Lélis Teixeira, em foto de 2014
Imagem: Leo Pinheiro/Valor
Os agentes da PF chegaram, por volta de 6h30, ao apartamento de Lélis, situado no bairro da Lagoa, na zona sul carioca. O empresário, que já havia sido alvo de um mandado de condução coercitiva em fase anterior da Lava Jato, foi detido pela PF.

Também alvo da operação, Rogério Onofre, ex-presidente do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários do Rio), foi preso em Florianópolis. Onofre teria recebido R$ 40 milhões em propina.

A PF está ainda à procura de José Carlos Reis Lavouras, empresário do ramo de transportes e conselheiro da Fetranspor. No entanto, de acordo com as informações iniciais, o investigado estaria em Portugal.

Na noite de domingo (2), em uma ação antecipada, a polícia já havia detido Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários de ônibus do Estado do Rio, filho do empresário e banqueiro Jacob Barata, conhecido como "Rei do Ônibus".

As investigações apuram suposto pagamento de ao menos R$ 260 milhões em propina a políticos e funcionários de departamentos públicos de fiscalização ligados ao setor de transportes.

As informações que resultaram na operação surgiram das delações premiadas de Jonas Lopes de Carvalho Neto, ex-presidente do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio), e do doleiro Álvaro Novis.

O UOL ainda não conseguiu localizar a defesa dos investigados. Por meio de sua assessoria de comunicação, o Detro informou que "a fiscalização continua atuante em todo o Estado" e que não iria comentar a prisão de Onofre. A Fetranspor, por sua vez, foi consultada, por e-mail e por telefone, por volta das 9h, mas ainda não respondeu. 

Preso em aeroporto

Já programada, esta etapa da operação teve de ser adiantada depois da prisão, na noite de domingo (2), de Jacob Barata Filho. O investigado foi detido no aeroporto Tom Jobim, no Rio, quando tentava embarcar para Lisboa, em Portugal.

A polícia acredita que ele tinha informações sobre esta fase da Lava Jato e que, por isso, tinha intenção de fugir do país. Ele foi encontrado portando apenas a passagem de ida para exterior.

O empresário foi levado para fazer exames no IML (Instituto Médico Legal) do Rio no final da noite e, no começo da madrugada desta segunda (3), encaminhado à sede da PF na zona portuária da cidade, onde permanece.

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