Temer volta atrás e decide ir à reunião do G20 na Alemanha

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

  • Presidência da República

O presidente da República, Michel Temer, voltou atrás e decidiu ir à reunião do G20, grupo que reúne as 20 maiores potências mundiais, que acontecerá nos próximos dias 7 e 8 de julho (sexta-feira e sábado) em Hamburgo, na Alemanha. A informação foi dada pela Presidência da República na tarde desta segunda-feira (3).

Em 28 de junho, a Presidência havia informado que Temer cancelou a ida ao G20. Oficialmente, não houve uma justificativa para o cancelamento. No entanto, segundo apurou o UOL, ele havia se dado em razão do agravamento da crise política no país que atinge especialmente o presidente.

Pela manhã, foi publicado no Diário Oficial da União a autorização para que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e assessores viajem à cúpula entre os dias 5 e 10 de julho. 

O G20 é composto por Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e a União Europeia.

Tradicionalmente, todos os presidentes dos países componentes do grupo costumam ir às cúpulas para discutir questões da agenda internacional. A primeira reunião entre chefes de Estado aconteceu em 2008 em Washington, nos Estados Unidos. Ministros da Fazenda e chefes de bancos centrais já se encontram com regularidade desde 1999. A edição de 2017 ficará sob o comando da chanceler alemã Angela Merkel.

Um almoço entre o presidente Michel Temer e a chanceler, que havia sido cancelado na semana passada, realmente não deve acontecer.

Uma viagem que ainda não foi confirmada e corria o risco de ser cancelada também deve ser reavaliada, segundo disseram assessores do presidente à reportagem. Temer deve ir à cúpula de chefes de Estado do Mercosul, entre os dias 20 e 21 de julho, em Mendoza, na Argentina.

Na ocasião, o Brasil vai assumir a Presidência do Mercosul. A liderança do país acontece em um momento considerado fundamental para o bloco. Isso porque há uma tentativa de se destravar importantes negociações entre o Mercosul e a União Europeia. O resultado pode trazer ganhos aos países sul-americanos, mas, em caso de derrota, pode até mesmo pôr em xeque a força e utilidade do bloco.

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