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Defesa de Geddel diz que prisão está baseada em "conjecturas" e que vai recorrer

Preso, Geddel desembarcou em Brasília na madrugada desta terça-feira, 4 - Reprodução/TV Globo
Preso, Geddel desembarcou em Brasília na madrugada desta terça-feira, 4 Imagem: Reprodução/TV Globo

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

04/07/2017 17h59

A defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (4), que vai recorrer contra a prisão preventiva do ex-ministro, decretada pela Justiça Federal.

A nota, assinada pelo advogado Gamil Föppel, afirma que o pedido de prisão está fundamentado em “infundadas conjecturas, sem elementos concretos que pudessem lastrear as suas suposições”, escreveu Foppel.

O pedido de prisão preventiva, apresentado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, acusa Geddel de atuar para atrapalhar investigações em andamento, ao tentar evitar que Cunha e o corretor Lúcio Funaro firmassem acordos de delação premiada.

Geddel foi preso esta segunda-feira (3), na Bahia, Estado onde mora.

Veja a íntegra da nota da defesa do ex-ministro:

Diante dos frágeis documentos que alegadamente serviram de embasamento para decretação da prisão preventiva, a defesa técnica do senhor Geddel Vieira Lima vem reiterar a desnecessidade da gravosa medida cautelar.

Com efeito, a representação formulada pela autoridade policial se limitou a exercício de infundadas conjecturas, sem elementos concretos que pudessem lastrear as suas suposições, o que apenas evidencia a fragorosa falta dos pressupostos e requisitos autorizadores da prisão preventiva.

Salienta-se, inclusive, que não foi produzido absolutamente nenhum elemento de prova novo, no bojo da denominada ‘Operação Cui Bono’, após os quase sete meses desde a sua deflagração.

Nesse sentido, o senhor Geddel Vieira Lima impugnará a decisão através das instâncias ordinárias, com a serenidade daqueles que clamam pela Justiça.

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