Operação Lava Jato

Bretas sinaliza a réus que pode 'agraciar' quem trouxer informações novas

Hanrrikson de Andrade e Paula Bianchi

Do UOL, no Rio

  • Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O juiz federal Marcelo Bretas, da 1ª instância da Lava Jato no Rio de Janeiro, interrompeu o depoimento do ex-secretário da Saúde do Estado Sérgio Côrtes e o advertiu sobre a diferença entre apenas depor e "de fato colaborar". "Quem colabora, no sentido amplo, vai um pouco além, a lei me permite 'agraciar'", afirmou Bretas.

Côrtes é interrogado na tarde desta quarta-feira (8) em ação penal da operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele comandou a Secretaria Estadual de Saúde entre 2007 e 2013 na gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que é réu na mesma ação.

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Segundo o magistrado, há uma diferença, que ele procura reconhecer em suas sentenças, entre aqueles que apenas confessam situações, muitas vezes já de conhecimento da Corte, e outros que trazem informações novas, colaborando nas investigações.

Bretas citou ainda os depoentes que, segundo ele, trazem informações a fim de encobrir outras pessoas e fatos e disse que fazia questão de que Côrtes ouvisse essas orientações dele. No momento em que foi interrompido, o ex-secretário de Saúde durante a gestão de Sérgio Cabral (PMBD) falava em seu desejo de "admitir seus erros".

"Eu sou a favor do instituto da colaboração premiada. O que eu não sou a favor é da mentira em favor do perdão", disse o ex-secretário.

Confira na íntegra como foi o depoimento de Cabral nesta quarta (8)

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