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Garotinho faz retrato falado de suposto agressor; perícia apura se há "pontos cegos" em cadeia

24.nov.2017 - Garotinho prestou queixa em delegacia no Rio após denúncia de agressão na cadeia - Reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro
24.nov.2017 - Garotinho prestou queixa em delegacia no Rio após denúncia de agressão na cadeia Imagem: Reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro

Do UOL, no Rio

29/11/2017 14h47

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira (29) mais duas etapas da investigação sobre a suposta agressão sofrida pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR) dentro da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte carioca, na semana passada.

A 21ª DP (Bonsucesso), que conduz o inquérito, produziu um retrato falado a partir das informações fornecidas pelo denunciante. Além disso, peritos foram ao local do fato para apurar se havia ou não pontos cegos no sistema de videomonitoramento do presídio. O laudo deverá ficar pronto em até sete dias.

Garotinho afirma que sua cela foi invadida por um homem com um taco de beisebol. O suspeito teria então aplicado golpes e ameaçado o ex-chefe do Executivo fluminense.

garotinho pé - Divulgação - Divulgação
Garotinho mostra pé machucado após suposta agressão nas dependências do presídio
Imagem: Divulgação

As câmeras do circuito interno do presídio, no entanto, não captaram movimentação suspeita, segundo a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária). A defesa de Garotinho alega que havia um "vácuo" nas imagens do circuito interno de segurança no momento da agressão que o cliente alega ter sofrido.

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Após registrar queixa por agressão, na última sexta-feira (24), o político foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da cidade. Uma equipe da Polícia Civil esteve no local, nesta manhã, para elaborar o retrato falado.

Procurada, a assessoria da instituição informou ainda não ter recebido o resultado final do desenho.

Paralelamente, o delegado do caso, Wellington Vieira, da 21ª DP, coordenava a perícia na cadeia Frederico Marques, que terminou por volta de 11h30. Segundo ele, o principal objetivo era averiguar se existem áreas que escapem do circuito de câmeras de vigilância no interior da penitenciária.

"O objetivo é detectar a eficácia desse sistema de segurança da cadeia e a existência ou não de pontos cegos que pudessem favorecer uma invasão à cela", disse ele, em entrevista na porta do presídio em Benfica, nesta manhã.

O delegado também disse que já requisitou o exame de corpo delito feito por Garotinho no momento em que ingressou no sistema penitenciário, em 22 de novembro, com intuito de comparar com o laudo produzido no dia da agressão. Na ocasião, a perícia constatou lesões corporais no pé e no joelho da vítima, mas não concluiu se elas foram provocadas por ação de terceiros ou pelo próprio Garotinho.

"Esse laudo já foi requisitado para ser juntado ao inquérito e verificar o que ele tinha quando entrou no sistema penitenciário. (...) Ele é vítima até que se prove o contrário."

Se for comprovado que o ex-governador mentiu ao procurar a polícia, ele estará sujeito a indiciamento por falsa comunicação de crime.

Laudo do IML é inconclusivo sobre suposta agressão a Garotinho

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