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"Começou? Acho que sim", diz Janot sobre prisões de aliados de Temer

Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República - Reuters/Adriano Machado
Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República Imagem: Reuters/Adriano Machado

Do UOL, em São Paulo

29/03/2018 10h25Atualizada em 29/03/2018 17h49

Após a prisão do amigo e ex-assessor de Michel Temer, José Yunes, e outros aliados do presidente Michel Temer (MDB), na manhã desta quinta-feira (29), em São Paulo, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot comentou no Twitter, ao compartilhar uma notícia sobre a operação: "Começou? Acho que sim."

Além de Yunes, foram presos o ex-ministro Wagner Rossi (Agricultura), o presidente da empresa Rodrimar, Antônio Celso Grecco, e um ex-coronel da PM (Polícia Militar), João Batista Lima, que é amigo pessoal do presidente.

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As prisões temporárias são parte da Operação Skala, feita no âmbito do inquérito da MP dos portos, que investiga propinas em um decreto do setor portuário, e inclui acusações sobre o presidente. O inquérito foi aberto em setembro de 2017, e o relator é o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O decreto aumentou o prazo dos contratos de concessão de áreas portuárias de 25 para 35 anos, podendo ser prorrogado até 70 anos. Isso beneficiaria as atuais empresas concessionárias. Por isso, a PF investiga, desde setembro de 2017, se a Rodrimar pagou propina a Temer para ser beneficiada.

Desde a abertura do inquérito, o Palácio do Planalto afirma que o decreto havia sido assinado após "longo processo de negociação" entre o governo e o setor portuário e que Temer prestaria todos os esclarecimentos necessários.

À PF, no início deste ano, Temer afirmou que a Rodrimar não foi beneficiada com o decreto "conforme demonstram os documentos do Ministério dos Transportes constantes dos autos de investigação e complementados pelos que estão sendo feitos em separado, por petição", disse.

Sob a condução de Janot, durante seus quatro anos à frente da PGR, a Operação Lava Jato levou à abertura de 137 investigações no STF (Supremo Tribunal Federal). Ele foi substituído por Raquel Dodge em setembro do ano passado.

Janot apresentou duas denúncias contra Temer, em junho e setembro de 2017. A primeira, sob acusação de corrupção passiva, foi rejeitada em agosto. Na última, o presidente foi acusado de liderar uma organização criminosa entre 2016 e 2017 --a Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia em outubro.

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