Apoiadores de Lula protestam contra Moro durante evento com o juiz no RS

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

Um grupo contrário à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou no saguão principal do campus da PUC-RS, nesta terça-feira (10), e protestou contra a detenção do petista e contra o juiz Sergio Moro, que participava de um debate no Fórum da Liberdade realizado dentro da universidade.

Os manifestantes, que haviam ficado mais de uma hora do lado de fora com faixas e cartazes em apoio ao ex-presidente, entraram no saguão e começou a gritar palavras de ordem.

Um cordão de seguranças protegia a entrada do evento. Porém, diversas pessoas que acompanhavam as palestras iniciaram um confronto verbal com os manifestantes, apoiando o juiz Sergio Moro.

"Lula ladrão! Lula ladrão!", gritavam os apoiadores de Moro no topo de uma escada. Embaixo, os manifestantes cantavam trechos da música "Apesar de Você", de Chico Buarque, e gritos de "Fora Moro" e "golpistas, fascistas! Não passarão".

A segurança da universidade entrou em ação e retirou o grupo de manifestantes pró-Lula do prédio. Antes, um participante do Fórum da Liberdade rasgou cartazes que defendiam o ex-presidente e criticavam a atuação do judiciário. 

Sergio Moro já havia participado do evento pela manhã, mas não houve protesto durante o primeiro painel com o juiz federal.

Jeremias Wernek/UOL
Manifestantes pró-Lula marcam presença em frente à entrada do campus da PUCRS

Quem pede regime militar está "equivocado"

No painel da tarde, o magistrado foi novamente ovacionado pelo público. Com palmas efusivas e gritos, Moro iniciou sua participação fazendo um resumo da Operação Lava Jato e voltou a celebrar a posição do STF, na semana passada, sobre prisão após condenação em segunda instância. O caso foi retomado como pano de fundo de um pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula, que foi rejeitado por 6 a 5.

Ao longo do evento, Moro também discorreu sobre a opinião pública e imprensa no processo judicial. E voltou a pedir auxílio do setor privado no combate à corrupção, com negativa ao uso de propinas. O juiz federal se esquivou de responder sobre o impacto do pluripartidarismo na corrupção e defendeu a democracia a despeito de correntes que peçam a volta do regime militar a quem chamou de 'saudosistas, com todo respeito equivocados'. "Temos que avançar na democracia", afirmou.

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