A Justiça é para todos, diz Alckmin sobre situação de Eduardo Azeredo

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

  • Luis Macedo/Agência Camara

    Políticos como ACM Neto, Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin participaram de homenagem póstuma ao ex-deputado Luís Eduardo Magalhães

    Políticos como ACM Neto, Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin participaram de homenagem póstuma ao ex-deputado Luís Eduardo Magalhães

Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin disse lamentar a situação jurídica do correligionário Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais, mas voltou a dizer que "Justiça é para todos".

"Decisão judicial se cumpre", comentou o tucano, que prometeu dar uma entrevista coletiva após reunião com as bancadas do partido na Câmara e no Senado, marcada para as 14h.

Nesta terça (24), a maioria dos membros da 5ª Câmara Criminal do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas) rejeitou os recursos de Azeredo, por três votos contra e dois a favor. O tribunal ainda não decidiu quando ele será preso.

Alckmin repetiu o comentário que fez na semana passada depois que o senador Aécio Neves (MG) se tornou réu no STF (Supremo Tribunal Federal). O mineiro o antecedeu na presidência nacional do PSDB.

O presidenciável viajou a Brasília para participar de sessão solene em homenagem pelos 20 anos da morte do ex-presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), com quem ele atuou como deputado federal entre 1987 e 1995.

Segundo o ex-governador, Magalhães foi uma "liderança corajosa, coerente, do diálogo, que hoje no Brasil faz falta, num momento de radicalismo".

"A gente fazer política com civilidade, com entendimento, é o que o Brasil precisa. Nós precisamos unir o Brasil para resolver os grandes desafios que teremos aí pela frente. É uma importante inspiração", afirmou Alckmin.

O tucano disse ainda que o PSDB tem grande afinidade e respeita o DEM, independente da disputa presidencial.

Em breve fala sobre a pesquisa Ibope divulgada nesta terça, feita apenas com eleitores do Estado de São Paulo, Alckmin minimizou o resultado. 

"[A pesquisa] retrata um momento, nada mais do que isso. A campanha só começa depois das convenções, a partir de julho. Tem dois ansiosos na vida: os políticos e os jornalistas."

Na pesquisa, feita somente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo preso, está em vantagem nas intenções de voto, com 20% das intenções. Em seguida, vem Jair Bolsonaro (PSL), com 14%, mesmo índice de Alckmin.

Questionado sobre quando vai começar a percorrer o Brasil para fazer pré-campanha, Alckmin disse que começará já na próxima semana, com viagens a Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão.

Durante a sessão solene, ele se sentou ao lado do presidente da Câmara e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Contou que brincou com o deputado ao dizer que ele era "Rodrigo Maia Magalhães" por ter o mesmo estilo conciliador do baiano.

Em discurso durante o evento, Alckmin, que em 2015 perdeu o filho caçula vítima de um acidente de helicóptero, disse agora imaginar a dor que ACM e dona Arlette sentiram em 1998. "Perder um filho é como parte de nós mesmos que vai na frente, é uma dor que não passa", declarou.

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