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Política

Dissemos não ao populismo e vencemos nossa pior recessão, diz Temer na ONU

Eduardo Lucizano

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/09/2018 11h06

Em seu último discurso como presidente do Brasil na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Michel Temer (MDB) disse nesta terça-feira (25) que o país conseguiu, sem populismo, superar a pior crise econômica da história do país.

"Dissemos não ao populismo e vencemos a pior recessão de nossa História --recessão com severas consequências para a sociedade, sobretudo para os mais pobres. Recolocamos as contas públicas em trajetória responsável e restauramos a credibilidade da economia", disse o presidente em seu terceiro discurso na ONU.

Temer assumiu a Presidência da República em agosto de 2016 após 13 anos do PT no governo, que terminou com o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Voltamos a crescer e a gerar empregos. Programas sociais antes ameaçados pelo descontrole dos gastos puderam ser salvos e ampliados. Devolvemos o Brasil ao trilho do desenvolvimento

Michel Temer (MDB), presidente da República

A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições no Brasil, Temer falou da importância da democracia e afirmou que entregará o cargo com a sensação de dever cumprido. "Transmitirei a meu sucessor as funções presidenciais com a tranquilidade do dever cumprido", afirmou.

Apesar do discurso otimista, a administração do governo Temer é classificada como ruim ou péssima por 78% da população, segundo pesquisa Ibope do dia 18 deste mês. A mesma pesquisa mostra que 90% da população desaprova a maneira como ele governa o país.

Temer disse ainda que vai deixar ao próximo presidente um Brasil melhor e com bases sólidas para ser um país mais justo. “O país que entregarei a quem o povo brasileiro venha a eleger é melhor do que aquele que recebi. Muito ainda resta por fazer, mas voltamos a ter rumo”, afirmou.

“O próximo governo e o próximo Congresso Nacional encontrarão bases consistentes sobre as quais poderão seguir construindo um Brasil mais próspero e mais justo”, completou.

Embora tenha falado sobre as eleições, Temer não citou a manifestação do Comitê de Direitos Humanos da ONU em defesa da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi barrada pela Justiça Eleitoral.

O mandatário brasileiro disse "a alternância no poder é da alma mesma da democracia". "E a nossa, senhoras e senhores, é uma democracia vibrante, lastreada em instituições sólidas", afirmou.

Temer abriu os debates da 73ª Assembleia e manteve a tradição brasileira de começar anualmente os discursos na ONU. Não há uma regra para que o Brasil faça o primeiro discurso, conforme mostrou o UOL, apenas teorias.

Em sua fala de 21 minutos, Temer também citou a imigração de venezuelanos e falou sobre a necessidade do mundo de proteger os refugiados.

O brasileiro iniciou sua fala dizendo que a comunidade internacional precisa combater três tendências: intolerância, isolacionismo e unilateralismo. Sobre o primeiro item, ele afirmou que o Brasil tem respondido com "diálogo e solidariedade", abordando a questão dos refugiados e em seguida citando a onda de imigração de venezuelanos ao país.

Veja a íntegra do último discurso de Temer na ONU

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