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Política

Bolsonaro discute medidas prioritárias em 1ª reunião ministerial

Gustavo Maia, Luciana Amaral e Marina Motomura

Do UOL, em Brasília

03/01/2019 10h04Atualizada em 03/01/2019 12h44

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) promoveu na manhã desta quinta-feira (3) a primeira reunião ministerial desde que tomou posse, na terça (1º). O encontro foi realizado na Sala Suprema, no segundo andar do Palácio do Planalto, com capacidade para abrigar mais de 20 pessoas sentadas em torno de uma mesa oval. A reunião durou cerca de 3h30 e foi encerrado por volta das 12h30.

Nesta primeira reunião - inicialmente marcada para 8 de janeiro -, Bolsonaro pretende discutir com seus ministros as medidas prioritárias a serem adotadas pelo governo nos 100 primeiros dias. Segundo integrantes da nova administração ao longo da semana, cada titular apresentará o trabalho realizado durante a transição e sugerirá quais ações dentro da pasta devem receber atenção especial.

A intenção é que essas reuniões ocorram todas as terças-feiras.

A reunião foi fechada a jornalistas, mas o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, postou uma foto do encontro em seu Twitter. Nela, é possível ver Bolsonaro ao lado do vice, Hamilton Mourão, além dos ministros Sergio Moro (Justiça), e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), além do próprio Tarcísio. Cerca de 1h30 depois do início da reunião, o governo divulgou fotos oficiais do evento.

3.jan.2019 - Detalhe da pasta sobre a mesa do no gabinete presidencial. - Marcos Corrêa/PR - Marcos Corrêa/PR
Detalhe da pasta presidencial
Imagem: Marcos Corrêa/PR
Todos os ministros foram empossados também na terça, mas as cerimônias de transmissão de cargo ocorreram nesta quarta (2). Bolsonaro compareceu à solenidade conjunta dos quatro ministros que trabalharão ao seu lado no Planalto e à do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

O último, por exemplo, afirmou que entre suas prioridades estarão racionalizar custos em atividades-meio dentro das Forças Armadas e reestruturar a carreira militar a fim de torná-la mais atrativa para jovens.

Ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou que iria exonerar todos os servidores da pasta que ocupam cargos comissionados para dar início à "despetização do governo". A medida já foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta.

Segundo Onyx, a medida de exonerar os servidores de governos anteriores será sugerida aos demais ministros na reunião de hoje. "É importante que a gente possa governar livre de amarras ideológicas", declarou.

O ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, cuja pasta ficou responsável pelo PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), disse que pretende acelerar projetos de transporte, logística e mobilidade urbana.

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