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Mourão voltará a assumir Presidência na segunda. Por cerca de quatro horas

Com viagem de Bolsonaro a Davos, Mourão assumiu o exercício da Presidência pela 1ª vez - Romério Cunha 21.jan.2019/VPR
Com viagem de Bolsonaro a Davos, Mourão assumiu o exercício da Presidência pela 1ª vez Imagem: Romério Cunha 21.jan.2019/VPR

Luciana Amaral e Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

24/01/2019 17h34Atualizada em 24/01/2019 18h41

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) voltará a assumir a Presidência durante cerca de quatro horas na próxima segunda-feira (28), enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL) estiver inconsciente, passando por cirurgia. 

Na segunda, está marcada uma operação em um hospital de São Paulo para a retirada da bolsa de colostomia que Bolsonaro usa desde setembro. Naquele mês, ele sofreu o atentado a faca na cidade mineira de Juiz de Fora em ato da campanha eleitoral.

O período de quatro horas é uma expectativa do cirurgião Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, um dos responsáveis pelo procedimento. O médico frisou, no entanto, que a duração de uma cirurgia é "imprevisível".

Ao UOL, Macedo afirmou que uma operação como a de Bolsonaro "normalmente costuma durar de três a quatro horas". "Não muito mais e não muito menos do que isso", disse.

"Porque tem que abrir o corte, achar o intestino, preparar para fazer a emenda e tudo", explicou o médico. 

A cirurgia para a reversão da colostomia consiste em retirar a bolsa anexada ao corpo e reconstruir o trânsito intestinal do paciente. O operado só pode receber alta quando estiver com as funções gastrointestinais normalizadas. Bolsonaro deverá viajar a São Paulo e se internar no hospital no domingo (27) à tarde.

Questionado nesta quinta sobre a interinidade na semana que vem durante o período em que Bolsonaro estiver inconsciente, Mourão brincou: "a não ser que caia uma bomba atômica aqui, a gente assume, pô. Mas não vai acontecer nada daqui pra lá".

Ele confirmou que o presidente continuará em função enquanto estiver hospitalizado e disse que sua única responsabilidade será presidir a reunião ministerial do Conselho de Governo, na próxima terça-feira (29).

Lembrando que ministros vão lá despachar com Bolsonaro no hospital, ele disse que só irá a São Paulo se tiver algum ponto para tratar com presidente.

Indagado se será montada alguma estrutura de governo, em um hotel, por exemplo, Mourão descartou. "Eu acho que ele vai ficar no hospital, né? O quartinho dele no hospital... leva lá o papiro, ele assina e segue o baile. Simplicidade é um princípio da guerra."

Casa Civil debateu se substituição era necessária

A Constituição Federal determina que o vice substituirá o presidente "no caso de impedimento", mas não detalha em quais situações. Dessa forma, a subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil teve de se debruçar sobre o tema para decidir se Mourão assumiria o comando do país novamente. 

Os técnicos da pasta chegaram à conclusão de que a transmissão de responsabilidades é necessária pelo menos enquanto Bolsonaro estiver inconsciente em decorrência da anestesia geral, informou a Casa Civil. 

Quando recobrar a consciência, Bolsonaro despachará de gabinete a ser montado dentro do quarto. Os assessores mais próximos ao presidente também trabalharão em uma sala especial próxima. Alguns ministros também deverão viajar para São Paulo a fim de se reunir com o chefe.

Mourão vem atuando como presidente em exercício desde a madrugada de segunda (21) e encerrará a função na madrugada desta sexta (25), para quando está prevista a entrada de Bolsonaro no espaço aéreo brasileiro. Bolsonaro retorna de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial.

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