Apoio de Jucá a Rodrigo Maia gera reação da bancada do MDB na Câmara
A dois dias da eleição para Presidência da Câmara, deputados do MDB reagiram às declarações do presidente da sigla, senador Romero Jucá, de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (30), em Brasília, os emedebistas reforçaram a candidatura de Fábio Ramalho (MDB-MG) e lançaram o nome de Alceu Moreira (RS) para pleitear a presidência do partido, oito meses antes do fim do mandato de Jucá, em setembro.
O movimento dos deputados foi em duas frente com o mesmo objetivo: tirar o nome de Alceu Moreira da disputa pela presidência da Câmara para endossar a candidatura de Fábio Ramalho. Com isso, Moreira passa a fazer frente aos caciques do partido no Senado.
O acordo dos deputados aconteceu um dia após o Jucá declarar que o partido fechou apoio a Rodrigo Maia, mesmo tendo o Ramalho na disputa.
"A gente não aceita de nenhum senador mandando na Câmara. Os coronéis do partido mandam no Senado, aqui quem manda é deputado", disse ao UOL o deputado Fábio Ramalho.
Nesta terça-feira (29), Jucá declarou que apoio público a Maia. "Na composição partidária, o MDB está nessa composição com o Rodrigo Maia, inclusive discutindo bloco parlamentar", disse Jucá. Ele ponderou que Fabinho, como é conhecido, tem "muitos votos", mas manteve a preferência por Maia.
A reunião do MDB foi convocada na semana passada e teve a participação do líder da bancada Baleia Rossi (SP), do deputado licenciado e ministro da Cidadania Osmar Terra, entre outras lideranças da sigla.
"Se puder vamos adiantar [as eleições do partido]. Essa reunião aconteceu para mostrar que estamos unidos", disse Fábio Ramalho.
Além de Maia e Ramalho, a disputa pela Presidência conta com os nomes de Ricardo Barros (PP-RS), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Marcel van Hattem (Novo-RS) e JHC (PSB).
Na noite desta terça-feira (29), o PSB fechou apoio partidário em torno de JHC. A sigla se reúne no final da tarde desta quarta-feira (30) com PT, Psol e Rede para discutir a campanha de um bloco de esquerda.
Disputa na Câmara
A disputa pela presidência da Câmara tem Rodrigo Maia como favorito. Ele conquistou apoio de 13 siglas, entre elas o PSL, que tem o 2º maior número de deputados eleitos, atrás do PT.
O partido do presidente Jair Bolsonaro negociou com Maia espaços na Mesa Diretora e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais prestigiada da Câmara.
Maia contabiliza ao menos de 293 votos e tenta chegar a 300 para garantir uma margem maior ainda do que os 257 necessários para ter a maioria da Câmara.
Maia agregou também partidos da esquerda, PC do B e PDT e tenta trazer votos de um bloco de oposição formado por PSB, PT, PSOL e Rede.
Fábio Ramalho considera que tem o voto de 180 parlamentares, entre eles 29 dos 64 da bancada do MDB.
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