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"Tomara que a moda pegue", diz Olímpio sobre suicídio de ex-presidente

18.jan.2019 - Simon Plestenjak/UOL
Major Olimpio (PSL-SP) durante entrevista exclusiva ao UOL Imagem: 18.jan.2019 - Simon Plestenjak/UOL

Do UOL, em São Paulo

2019-04-17T22:15:29

17/04/2019 22h15

Líder do Partido Social Liberal (PSL) no Senado, Major Olímpio afirmou hoje que espera que a "moda" de suicídios de ex-presidentes "pegue no Brasil". O senador fez referência em seu Twitter ao ex-mandatário do Peru, Alan García, que se suicidou hoje pela manhã após ser alvo de um pedido de prisão temporária por supostos envolvimento em casos de corrupção da Odebrecht.

"O ex presidente do Peru se suicidou ao ser preso. Tomara que está (sic) moda pegue aqui no Brasil. Seria uma grande economia para o pais [sic]", escreveu Olímpio.

Parte dos seguidores do senador concordou com a opinião. "Concordo com você, Major, ponha ordem naquela bagunça chamada PSL, pelo amor de Deus", respondeu um dos internautas. Outro foi mais longe: "Seria legal que os aliados do PT também fizessem isso ..principalmente os que se elegeram com votos da direita."

Outros seguidores, no entanto, consideraram ofensiva a publicação de Olímpio, principalmente por desdenhar de um problema complexo como o suicídio.

"Respeito o senhor Mas uma das bandeiras do governo é a luta contra o suicídio principalmente entre os jovens. Pisou feio na bola hein...", escreveu um usuário. "Esse povo de Deus a cada mostrando ensinamentos longe do Cristo", disse outro.

Suicídio do ex-presidente peruano

O ex-presidente do Peru Alan García morreu nesta manhã depois de ter atirado contra a própria cabeça ao receber ordem de prisão da polícia.

García era alvo de um pedido de prisão temporária, por dez dias. O ex-presidente era investigado por supostamente ter recebido propina da construtora Odebrecht, segundo o jornal peruano El Comercio.

O peruano foi levado ao hospital Casimiro Ulloa, mas não resistiu ao ferimento. Mais cedo, a ministra da Saúde peruana, Zulema Tomás, disse que o político havia sofrido três paradas cardíacas.

Ainda de acordo com o jornal El Comercio, a polícia chegou à casa dele, em Lima, às 6h25 (horário local). Ao ser avisado da prisão, García pediu para falar com seus advogados. Em seguida, os policiais ouviram o disparo, encontraram o ex-presidente ferido e o levaram para o hospital.

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