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Bancada ruralista diz que "erro" de Moro em conversas não anula condenações

14.jun.2019 - O ministro da Justiça, Sergio Moro - Andre Coelho/Folhapress
14.jun.2019 - O ministro da Justiça, Sergio Moro Imagem: Andre Coelho/Folhapress

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

18/06/2019 17h08

O presidente da FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), declarou hoje que o teor das conversas vazadas do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) não anula as sentenças aplicadas pelo ex-juiz federal nas ações da Operação Lava Jato. Segundo ele, "um erro não justifica o outro".

Esse seria o entendimento da bancada ruralista, formada por deputados e senadores alinhados ideologicamente com o governo Jair Bolsonaro (PSL). Moro foi recebido hoje em um almoço organizado pelos parlamentares e aproveitou a ocasião para se defender. De acordo com Moreira, o ministro reafirmou ter sido vítima de um ataque hacker e se colocou às disposição para dar explicações.

O almoço entre o chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública com congressistas ocorre na véspera da audiência marcada no Senado para que ele preste esclarecimentos sobre os diálogos com o procurador Deltan Dallagnol obtidos e publicados pelo site The Intercept Brasil. O material mostra que o ex-juiz agiu como uma espécie de supervisor da operação e deu dicas aos acusadores. Para juristas, o episódio põe em xeque as decisões proferidas por ele no âmbito da Lava Jato.

Moro será ouvido amanha, a partir das 9h, em reunião da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Também já há requerimentos aprovados para que ele compareça à Câmara dos Deputados com a mesma finalidade.

Apesar de dizer que foi alvo de um ataque hacker e que as conversas podem ter sido forjadas, Sergio Moro tem dito não ver irregularidades no conteúdo das mensagens vazadas até agora.

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