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"Se houver irregularidade de minha parte, eu saio. Mas não houve", diz Moro

Hanrrikson de Andrade, Leandro Prazeres e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

19/06/2019 16h05Atualizada em 19/06/2019 18h46

Pela primeira vez, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou hoje que entrega o cargo se forem provadas irregularidades cometidas por ele quando era juiz federal responsável por processo da Operação Lava Jato em Curitiba. No entanto, em seguida, o ministro negou ter cometido qualquer ilegalidade.

A declaração foi dada em audiência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, para a qual compareceu voluntariamente com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre mensagens vazadas pelo site The Intercept desde o último dia 9 atribuídas a ele. Nas conversas, Moro orienta passos para a operação Lava Jato e faz comentários sobre processos.

"No que se refere ao conteúdo, ao que tem e o que não tem, estou absolutamente convicto da correção das minhas ações como juiz. [...] Então estou tranquilo quanto a isso", disse Moro, que durante toda a audiência questionou a veracidade das mensagens e criticou o que chamou de "sensacionalismo" da parte do The Intercept por vazar as conversas "a conta-gotas".

Mas se é esse o problema, então o site apresente tudo e aí a sociedade vai poder ver, de pronto, se houve alguma incorreção da minha parte. Não tenho nenhum apego a cargo em si. Se houver alguma irregularidade de minha parte, eu saio. Mas, não houve
ministro Sergio Moro

A audiência no Senado teve início pouco depois das 9h e durou quase nove horas.

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