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Bolsonaro sinaliza reeleição e fala em entregar o Brasil em "2023 ou 2027"

Antonio Temóteo e Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

18/07/2019 17h46Atualizada em 18/07/2019 18h33

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a sinalizar hoje que pode se candidatar à reeleição, em 2022. Durante discurso para celebrar os 200 dias de sua gestão, em Brasília, ele disse que tem o grande desafio de "entregar, em 2023 ou 2027, um Brasil melhor a quem nos suceder".

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro tinha um discurso contrário à reeleição e afirmou com frequência que faria uma reforma política para acabar com a possibilidade de dois mandatos seguidos.

Nós temos, todos nós, um grande desafio pela frente. Entregar em 2023, ou 27, um Brasil melhor para quem nos suceder. Mas isso requer sacrifício de todos nós. Sem exceção. Nós podemos mudar o futuro do Brasil
presidente Jair Bolsonaro (PSL)

O evento teve a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e de vários ministros de estado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não estava presente. O ministro Sergio Moro, que pediu licença de 10 dias para viajar com a família, também não compareceu.

O logo dos 200 dias de governo traz um sinal estilizado do infinito no número "200".

Sem FGTS, selo para produtos artesanais é destaque

O evento teve uma longa introdução sobre os feitos do governo no período. Após a apresentação de um vídeo, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), elencou ações realizadas por Bolsonaro e seus ministros, entre elas o anúncio do Future-se, programa que pretende estimular a captação de recursos privados para universidades e institutos federais; a revogação de mais de 500 decretos; e a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência na Câmara.

Havia a expectativa de que Jair Bolsonaro usasse o evento de hoje para anunciar as regras para o saque das contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Sem o anúncio, porém, o governo comemorou seus 200 dias exaltando a criação de um selo para produtos agrícolas artesanais. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) foi chamada ao púlpito para falar sobre o decreto assinado pelo presidente, assim como um produtor rural convidado. Ela e Onyx foram os únicos ministros a discursarem.

Além disso, na área econômica, a cerimônia foi marcada pela assinatura de um decreto que cria uma comissão para acompanhar a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Bolsonaro disse pela manhã que o anúncio sobre o FGTS seria feito ainda hoje, o que acabou não ocorrendo. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o anúncio ocorrerá na próxima semana porque os detalhes da medida ainda não foram definidos.

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