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Suspeitos de hackear Moro têm prisão preventiva decretada

2.jul.2019 - O ministro Sergio Moro na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) - Cláudio Reis/Estadão Conteúdo
2.jul.2019 - O ministro Sergio Moro na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) Imagem: Cláudio Reis/Estadão Conteúdo

Alex Tajra*

Do UOL, em São Paulo

01/08/2019 21h00

A Justiça Federal do DF decretou, na noite de hoje, a prisão preventiva dos quatro acusados te terem invadido celulares de autoridades brasileiras. A informação foi confirmada pelo advogado Ariovaldo Moreira e pela Justiça Federal do DF.

Moreira defende Gustavo Henrique Santos, o "DJ Guga", e sua companheira Suélen Priscila Oliveira. Além dos dois, permanecerão presos Walter Delgatti Neto, o "Vermelho" e Danilo Cristiano Marques.

Eles estavam em prisão temporária, que fora renovada há cerca de cinco dias a pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Ainda segundo Moreira, caso a prisão não fosse convertida em preventiva, todos seriam soltos hoje a partir das 0h.

"A periculosidade evidenciada pelos custodiados na invasão de aparelhos de diversas autoridades públicas; a utilização de transações em bitcoins, conduta que dificulta o rastreamento dos valores movimentados (...) além da falta de detalhamento da extensão desta possível organização criminosa, indicam o encarceramento como única forma de estancar qualquer continuidade delitiva ulterior dos investigados", escreveu o juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite em sua decisão.

Leite citou a "garantia da ordem pública" para sustentar as prisões preventivas. O magistrado afirmou ainda que um dos suspeitos, Walter Delgatti, tem um mandado de prisão contra si expedido pela 1ª Vara Criminal de Araraquara por estelionato.

O grupo, que a PF define como "quadrilha", foi preso em regime temporário no último dia 23 por ordem do juiz Vallisney Olveira. Na sexta-feira, 26, o magistrado prorrogou por mais cinco dias a temporária dos quatro investigados.

O prazo da prisão imposta ao grupo termina nesta quinta-feira (1), à meia-noite. O juiz federal pode converter o regime de reclusão em preventiva, quando não tem data para encerrar. Ou pode soltar os investigados.

A PF busca identificar pagamentos ao grupo, supostamente liderado por "Vermelho". Na residência do "DJ Guga", os federais apreenderam R$ 99 mil em dinheiro vivo. Os federais rastreiam movimentações bancárias e em criptomoedas dos investigados.

"Vermelho" admitiu à Polícia Federal que hackeou Moro e Deltan e centenas de procuradores, juízes e delegados federais, além de jornalistas. Ele acumula processos por estelionato, falsificação de documentos e furto.

Desde junho, Moro é alvo de divulgação de diálogos a ele atribuídos com o procurador, pelo site The Intercept. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material, mas não revelou a origem.

*Com informações da Agência Estado

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