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Doria diz que tratamento de Lula em Tremembé será igual ao de outros presos

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

07/08/2019 15h16

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou hoje pelo Twitter que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será tratado como os demais presidiários após ser transferido à Penitenciária 2, de Tremembé. Doria afirmou, ainda, que o petista terá a oportunidade de fazer algo que "jamais fez na vida: trabalhar".

A afirmação de Doria foi feita em resposta à deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. Também no Twitter, ela escreveu: "A segurança e a vida do presidente Lula estarão em risco sob a polícia de João Doria. Sua transferência para Tremembé 2, sem prerrogativas de ex-presidente, é mais uma violência da farsa judicial a que ele foi submetido".

A Justiça Estadual de São Paulo ordenou, na manhã de hoje, a transferência de Lula para a Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista, a cerca de 150 km da capital. A decisão é do juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci. O magistrado não determinou, no entanto, quando isso deve ocorrer.

A decisão de Sorci foi tomada cerca de quatro horas depois que a juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente em Curitiba, aceitou pedido da Polícia Federal para que o petista fosse transferido para um estabelecimento penal em São Paulo.

Em Curitiba, Lula cumpre pena em uma sala de Estado-maior. Isso significa que ele está em uma sala com cama, banheiro privativo e uma mesa, separado dos outros presos. Ao aceitar o pedido da PF hoje, a juíza Lebbos não garantiu que o ex-presidente seria levado a uma sala do tipo. Procurada pelo UOL, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo) não confirmou se a Penitenciária de Tremembé dispõe de uma sala de Estado-maior.

A defesa de Lula já recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a transferência do petista para São Paulo.

Lula cumpre pena de oito anos, dez meses e 20 dias após ter sido condenado em três instâncias no caso do tríplex, da Operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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