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Kim Kataguiri chama Eduardo Bolsonaro de "covarde" e "traidor" no Twitter

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Imagem: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

30/08/2019 13h02

Após discursarem no Plenário da Câmara sobre a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro à lei que prevê pena de dois a oito anos de prisão para quem divulga fake news durante as eleições, os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP) voltaram a discutir no Twitter na noite de ontem. Kataguiri chamou Bolsonaro de "covarde" e "traidor" na segunda discussão do dia entre os dois na rede social.

"Onde estava Eduardo Bolsonaro na hora de chamar o governo para votação nominal do abuso de autoridade? Ou no veto do PR contra projeto que limitava poderes do STF? Ou ontem, quando precisávamos do PSL para manter decreto presidencial? Na previdência? Lava Toga? Nadinha. Fritando hambúrguer. Covarde.", postou o deputado democrata. Eduardo rebateu chamando o colega de "arrogante".

Kim seguiu com críticas à atuação do colega, dizendo que ele não lê os projetos, falta às sessões da Câmara e ainda o chamou de "traidor" ao citar o caso envolvendo o ex-assessor de Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

Na última quarta-feira, o Plenário do Congresso Nacional derrubou, o veto presidencial sobre a criminalização da divulgação de denunciações caluniosas (as chamadas fake news) com finalidade eleitoral.

A lei estabeleceu como crime no Código Eleitoral (Lei 4.737, de 1965) a instauração de investigação, processo ou inquérito contra candidato que seja sabidamente inocente. A pena é de dois a oito anos de prisão, além de multa.

O texto original da lei estendeu a mesma punição a quem replicar a denúncia. Essa segunda parte havia sido vetada pelo presidente Jair Bolsonaro com o argumento de que a conduta de calúnia com objetivo eleitoral já está tipificada em outro dispositivo do Código Eleitoral. Nesse caso, a pena é de seis meses a dois anos.

Foram 326 votos dos deputados para derrubar o veto e apenas 84 para mantê-lo. No Senado, foram 48 votos contra o veto e apenas 6 a favor.

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