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Tabata diz que vai à Justiça pedir mandato: "PDT deixou de ser meu partido"

Do UOL, em São Paulo

14/10/2019 23h14

Resumo da notícia

  • Tabata Amaral (PDT-SP) diz que vai à Justiça para pedir pelo seu mandato
  • No Roda Viva, a deputada federal afirma não ter mais espaço no partido
  • Ela, porém, declara que não sabe qual o seu destino na política

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) disse em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, de hoje que não há mais espaço para ela no PDT, mas ainda não sabe qual o seu destino na política. Para ela, a "lógica eleitoreira que prevaleceu no PDT" durante o voto da reforma da Previdência e as críticas públicas às suas posições por parte do partido fizeram com que ela não se encaixasse mais na sigla.

"Para mim, não há espaço mais para o PDT e, sobre a pergunta para onde vou, não tenho ideia ainda. Sei que duas coisas vão guiar a decisão: um partido que me dê espaço para defender minha visão do mundo, que entenda que ela é relevante, que fala do social mas também do desenvolvimento econômico, e que me dê liberdade para fazer o que eu estava fazendo no PDT."

Tabata não vê ambiente para que ela siga no PDT, e revelou que vai à Justiça Eleitoral mover uma ação para pedir pelo seu mandato. Segundo a deputada, ela e outros seis políticos planejam todos tomar a mesma atitude, cada um com uma ação particular. "A gente vai entrar amanhã cedo com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo mandato. E eu falo a gente porque tem três deputados do PDT, três do PSB. O PDT, quando decidiu nos suspender, disse que teria um prazo de dois meses para poder nos julgar. Isso faz 3 meses."

"O PDT deixou de ser meu partido, hoje eu não atuo mais como vice-líder, os projetos que eu tinha foram cancelados, na câmara não consigo fazer nada que dependa do partido e preciso falar com outros. E passados esses dois meses, a gente enviou uma carta ao presidente [do PDT] Carlos Lupi pedindo o julgamento e nenhuma resposta. Passou um mês e eu tomei essa decisão."

A deputada declarou ainda que foi leal com o partido, e que o PDT mentiu para ela. "Em nenhum momento eu fiz algo diferente do que faria. Antes da campanha, eu falei sempre da reforma da Previdência e ao longo do processo tem entrevista, artigo em que eu dizia para votar a reforma, e que nestes pontos eu não concordaria."

"Ficou mais amena a regra para os professores, voltou a idade mínima para as mulheres, saiu o BPC, a aposentadoria rural... então tudo o que a gente queria saiu. Foi leal com o que eu disse e com o que o PDT disse que faria durante a campanha. E me entristece essa lógica eleitoreira de que, para poder marcar posição e se eleger, você mente e faz diferente do que disse que faria", finalizou.

Mudança depende de decisão da Justiça

A legislação atual permite mudança de partido sem perda de mandato em três casos: mudança significativa no programa da sigla, grave discriminação política e pessoal, ou encaixe na janela partidária.

Para Tabata, está claro que ela sofreu discriminação dentro do PDT. "Hoje, se a Justiça entender que houve perseguição política desproporcional, o que está evidenciado por infinitas falas e que gastaram muito tempo inventando mentiras sobre mim, eu quero fazer essa conversa com todos os partidos para entender onde há espaço para construir a boa política."

Ouça o podcast Baixo Clero, com análises políticas de blogueiros do UOL. Os podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e outras plataformas de áudio.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado, Tabata Amaral vai à Justiça Eleitoral reivindicar seu mandato, e não ao TSE. A informação foi corrigida.

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