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Tabata rebate Ciro e diz: forma como sou criticada é por ser mulher e jovem

Do UOL, em São Paulo

15/10/2019 00h24

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) declarou hoje em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, que a forma pela qual é criticada vem do fato de ela ser "mulher e jovem", e ainda rebateu uma fala do ex-ministro Ciro Gomes, que tinha declarado que "ninguém pode servir a dois senhores".

"Acho que é essa [minha] postura que incomoda. Tenho coragem de ir, vou lutar. Agora, a forma como a crítica, a perseguição se manifesta, aí para mim tem o fato de eu ser mulher. A forma como sou criticada é por ser mulher, por ser jovem", declarou.

Em entrevista concedida em julho ao Estadão/Broadcast e à Rádio Eldorado, Ciro, principal nome do PDT, defendeu que todos os deputados do partido que votaram a favor do texto-base da reforma da Previdência --caso de Tabata-- deixassem espontaneamente o partido, o que seria "mais digno" do que esperar por uma eventual expulsão.

"Ninguém pode servir a dois senhores", afirmou Ciro na ocasião, lembrando que ele próprio trocou sucessivas vezes de partido. "Eu acho que o mais digno - não quero particularizar nela [Tabata], porque foram ela e mais sete - é fazer o que eu fiz. Fui filiado e ajudei a fundar o PSDB, que tinha um programa lindo, que tinha uma série de propostas muito sérias, foi para o governo e fez o oposto. Chafurdou na corrupção, nas privatizações, na roubalheira. O que fiz? Saí."

Tabata viu a fala de Ciro como preconceituosa, e afirmou no Roda Viva que isso tem a ver com "velhas práticas" dentro da política.

"Quando alguém diz que eu sirvo a dois senhores é um preconceito tão grande, como se eu tivesse que seguir algum homem para tomar decisão. Tenho capacidade para estudar, negociar, debater. O que me incomoda são essas velhas práticas na política. Agora, sempre que alguém vai criticar uma mulher na política tem a ver com o fato de ela ser mulher."

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A deputada disse ainda que não pagou R$ 23.050 ao namorado com recursos do partido durante a campanha eleitoral de 2018. A informação tinha sido revelada pela revista "Exame".

"Muita gente disse que o Daniel trabalhou no mandato. Mentira, ele trabalhou na campanha. Ele não foi pago com fundo partidário, não foi um salário. Ele prestou um serviço com plataformas tecnológicas extremamente caras, tinha um time que geria cinco mil voluntários pelo estado, ajudou a construir todas as ideias do mandato", disse.

"Quando eu olho tudo o que esse serviço entregou, que não foi um salário, a formação dele de cientista social em Harvard e o preço de mercado, foi muito mais barato do que eu poderia fazer. Então, só me preocupa um pouco que o jornalismo não se preocupe em verificar os fatos. Dizer que foi salário, que foi do fundo partidário, foi tudo mentira", emendou.

Para Tabata, a prática foi condizente com seu discurso na política. "Ele foi pago com recursos privados, e não públicos. Como uma pessoa que está começando na política, eu não podia me dar o luxo de contratar um serviço mais caro. A gente economizou muito tendo pessoas próximas trabalhando."

A deputada ainda explicou por que demorou quatro dias para dar alguma satisfação sobre as acusações da reportagem da "Época". "Eu estava sendo completamente atacada, logo depois da votação da reforma da Previdência. Se eu soubesse hoje, teria respondido antes. Claro que eu demorei, mas estava sofrendo muito neste processo", finalizou.

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