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Joice Hasselmann deixa liderança do governo no Congresso

A deputada federal Joice Hasselmann - FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A deputada federal Joice Hasselmann Imagem: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo*

17/10/2019 14h09

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) deixou a liderança do governo no Congresso Nacional nesta quinta-feira, segundo informações divulgadas pelo site Congresso em Foco. No lugar dela, passou a assumir a liderança o senador Eduardo Gomes, do MDB de Tocantins.

Sua saída teria sido acelerada pela crise com o PSL, segundo integrantes do partido revelaram ao jornal O Globo, mas a troca já era cogitada há algum tempo pelo presidente Jair Bolsonaro.

A situação da parlamentar teria ficado comprometida depois de ela assinar uma lista de apoio à permanência do deputado Delegado Waldir na liderança do PSL na Câmara. O desejo do presidente Bolsonaro é que a posição fosse assumida por seu filho Eduardo. O presidente articulou para que isso acontecesse, mas sofreu uma derrota. A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara decidiu que Waldir continua no posto.

A deputada havia sido escolhida para a liderança em fevereiro.

"Sou candidata e ponto final"

A deputada reforçou publicamente sua candidatura à prefeitura de São Paulo, mas sem se pronunciar sobre o racha no PSL, após reunião de parte da bancada do partido.

"Eu sou candidata e ponto final. Não vou deixar a esquerda assumir a prefeitura de São Paulo. Só um irresponsável faria isso. Se aparecer um candidato com mais musculatura que eu, com juízo, com a cabeça em cima do pescoço, que pense em São Paulo e seja aliado com a direita até eu apoio. Mas esse candidato com musculatura não apareceu", afirmou a deputada.

O PSL passa por uma crise e há dois blocos que disputam o comando da sigla: um apoiado por Bolsonaro e outro próximo ao presidente Luciano Bivar (PSL-PE). Em jogo, estão os mandatos da segunda maior bancada da Câmara e o fundo partidário (verba pública para o funcionamento das agremiações), que gira em torno de R$ 110 milhões.

"Eu tenho convite de cinco partidos, fico muito feliz que os partidos abram as portas para mim. Mas eu sou PSL. E como eu disse, jamais seria a primeira a trair. Jamais trairia ninguém. Agora, se eu for traída, aí é outra história", declarou.

A indireta sobre traição é para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que preside a sigla no estado de São Paulo e não apoia a corrida de Joice.

A deputada já tinha sido criticada publicamente pelo presidente Bolsonaro por sua aproximação com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

*Com informações de Guilherme Mazieiro.

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