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Indiferente, diz Eduardo sobre ida de Carlos Bolsonaro à CPI das Fake News

Carlos Bolsonaro (foto) tem o hábito de postar utilizando a conta do presidente da República no Twitter; para irmão, convocação de vereador é "moeda de troca" e tentativa de frear conservadores - Dida Sampaio / AE
Carlos Bolsonaro (foto) tem o hábito de postar utilizando a conta do presidente da República no Twitter; para irmão, convocação de vereador é 'moeda de troca' e tentativa de frear conservadores Imagem: Dida Sampaio / AE

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

23/10/2019 13h58

Líder do PSL na Câmara e filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (SP) declarou hoje estar "um tanto quanto indiferente" em relação à possibilidade de convocação do irmão Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro pelo PSC, para depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News.

O grupo foi criado no Congresso para apurar a produção e disseminação de notícias falsas na internet. Carlos é ativo nas redes sociais e, desde a eleição do ano passado, notabilizou-se por mensagens em defesa do pai, do governo e com ataques aos adversários.

Carlos também tem o hábito de postar utilizando a conta de Bolsonaro no Twitter. Os conteúdos geralmente reverberam e levam a contestações, sobretudo das pessoas na mira da artilharia do filho do presidente da República.

Os membros da CPMI debatiam na tarde de hoje a possibilidade de votar em bloco ou individualmente os requerimentos que constam na pauta. Não é o caso de Carlos, cujo pleito de convocação só será analisado e apreciado futuramente. Mesmo assim, Eduardo se antecipou e defendeu o irmão.

"A questão do Carlos Bolsonaro é usada aqui como moeda de troca. Barganha, né? Convocá-lo ou não para mim é, sinceramente, um tanto quanto indiferente. Se ele vier aqui, acho que ele vai falar muitas verdades, como sempre [o faz] nas redes sociais", disse.

Na visão do deputado, ao pleitear a ida de Carlos e outros bolsonaristas, a oposição pretende "minar todas as pessoas que tenham uma ascensão conservadora".

A convocação à CPMI é também um instrumento político, pois, nesse caso, o depoente é obrigado a comparecer e não pode mentir - sob risco de receber voz de prisão.

É diferente, por exemplo, do requerimento de convite, quando a pessoa em questão tem a possibilidade de escolher se aceita ou não. A CPMI deve decidir ainda hoje sobre requerimentos dessa natureza para deputados do PSL que recentemente entraram em rota de colisão com o governo Bolsonaro. São os casos de Joice Hasselmann (SP) e Delegado Waldir (GO).

Enquanto os oposicionistas planejam chamar nomes vinculados ao bolsonarismo, os parlamentares do PSL buscam, por outro lado, equilibrar a disputa política dentro da CPMI. Está na pauta, por exemplo, um pedido de convocação da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT), destituída do cargo por impeachment em 2016.

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