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Política

Cármen vota por 45 min, mas diz que não leu íntegra por 'acidente no PC'

Marcelo Oliveira

Do UOL, em São Paulo

07/11/2019 16h02Atualizada em 07/11/2019 17h36

Enquanto apresentava o voto em que decidiu acompanhar a maioria até agora e permitir a prisão após a condenação em segunda instância, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia disse que não fez a leitura completa de seu voto em virtude de um "acidente de computador".

"Não farei a leitura integral do meu voto que até hoje se perdeu num acidente de computador", afirmou a ministra, sem dar detalhes do que houve com o aparelho ou com o arquivo.

Apesar de não ter lido o seu voto na íntegra, a ministra falou por cerca de 45 minutos.

O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou nesta tarde o julgamento da constitucionalidade da prisão de condenados em segunda instância. O placar até o momento está em 5 a 4 a favor da possibilidade de encarceramento antes que sejam esgotados os recursos aos tribunais superiores.

Desde 2016, o entendimento da corte é o de que o encarceramento de condenados nessa fase do processo está de acordo com a Constituição.

Cármen Lúcia foi a primeira a votar na tarde de hoje e confirmou sua posição favorável à prisão nessa fase do processo e deu o quinto voto a favor da execução antecipada da pena.

Segundo a ministra, "não seria razoável partir de uma presunção de que uma sentença confirmada por um tribunal, por um órgão colegiado, também fosse desacertada".
Neste momento está votando o ministro Gilmar Mendes. Faltam votar os ministros Celso de Mello e o presidente do STF, Dias Tóffoli.

O julgamento começou em 17 de outubro e hoje é o quarto dia em que a corte está reunida para apreciar o tema desde então.

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