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Bolsonaro ruma para seu nono partido e sétima filiação

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e seu vice, Hamilton Mourão (PRTB), receberam no fim da tarde de 10 de dezembro os diplomas que atestam a vitória nas urnas e o mandato de quatro anos - Walterson Rosa/Folhapress
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e seu vice, Hamilton Mourão (PRTB), receberam no fim da tarde de 10 de dezembro os diplomas que atestam a vitória nas urnas e o mandato de quatro anos Imagem: Walterson Rosa/Folhapress

Alex Tajra

Do UOL, em São Paulo

12/11/2019 19h15

Se consumar sua movimentação para se associar a um novo partido, o presidente Jair Bolsonaro, prestes a deixar o PSL, terá passado por nove siglas e sete filiações diferentes — os números divergem pois, em duas situações, o partido ao qual Bolsonaro era filiado se fundiu com outra legenda.

O primeiro partido do presidente foi o Partido Democrata Cristão (PDC), ao qual Bolsonaro se filiou em 1989 e pelo qual foi eleito pela primeira vez como deputado federal em 1990.

O PDC teve como "refundadores" (o partido havia sido extinto durante a Ditadura Militar) o ex-senador Mauro Borges em 1985, dissidente do PMDB à época, e José Maria Eymael.

Em 1993, Bolsonaro atuou pela fusão do PDC com o Partido Democrático Social (PDS), então presidido por Paulo Maluf, criando o Partido Progressista Reformador (PPR), do qual fez parte até 1995. Reelegeu-se deputado em 1994 pelo PPR, um ano antes de migrar para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da junção de sua antiga sigla com o Partido Progressista.

O capitão reformado permaneceu no PPB por oito anos, participando dos pleitos de 1998 e 2002, e foi reeleito deputado por duas vezes.

Em 2003, deixou aquele partido para filiar-se ao Partido Trabalhista Brasileiro. Dois anos depois, em meio ao seu quarto mandato como parlamentar na Câmara, teve breve passagem pelo Partido da Frente Liberal (PFL), um dos herdeiros da Aliança Renovadora Nacional, sigla de sustentação da Ditadura Militar.

O casamento de Bolsonaro com o PFL durou poucos meses. Em abril de 2005, ele se filiou ao Partido Progressista (PP), nova denominação do PPB, sua antiga sigla. Um ano depois, foi eleito para seu quinto mandato consecutivo e permaneceu até 2016 no partido até sacramentar sua ida ao Partido Social Cristão (PSC), do qual seu filho do meio, Carlos Bolsonaro, é filiado e se elegeu vereador pela cidade do Rio de Janeiro.

Ao todo, Bolsonaro se elegeu sete vezes consecutivas como deputado federal.

Após uma longa negociação para decidir por qual sigla concorreria à Presidência, Bolsonaro se filiou ao Partido Social Liberal (PSL), até então considerado parte dos 'nanicos' no Parlamento. O presidente chegou a se acertar com o Partido Ecológico Nacional (PEN, atual Patriota), mas sua filiação não se concretizou por conta da ação que o partido moveu no Supremo Tribunal Federal questionando a prisão após condenação em segunda instância.

Veja a trajetória partidária do presidente:

  1. 1989 - se filia ao Partido Democrático Cristão
  2. 1993 - participa da fusão e criação do Partido Progressista Reformador
  3. 1995 - participa da fusão e criação do Partido Progressista Brasileiro
  4. 2003 - se filia ao Partido Trabalhista Brasileiro
  5. 2005 - se filia ao Partido da Frente Liberal
  6. 2005 - se filia ao Partido Progressista
  7. 2016 - se filia ao Partido Social Cristão
  8. 2018 - se filia ao Partido Social Liberal
  9. 2019 - pode se filiar à Aliança Pelo Brasil (em criação)

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