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Bolsonaro elogia Sarney e presidentes militares por ações na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro discursa em evento com militares hoje no Palácio do Planalto - EVARISTO SA/AFP
O presidente Jair Bolsonaro discursa em evento com militares hoje no Palácio do Planalto Imagem: EVARISTO SA/AFP

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

09/12/2019 14h02

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou o ex-presidente José Sarney (MDB) e ex-presidentes militares por políticas que implementaram na Amazônia. Ele fez as afirmações hoje pouco antes de começar um almoço que militares oferecem em sua homenagem no Clube Naval de Brasília, à beira do Lago Paranoá.

No evento, Bolsonaro e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, elogiaram a Previdência dos militares. Ao contrário dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores civis, a previdência das Forças Armadas sequer exige idade mínima e veio acompanhada de uma espécie de aumento salarial.

Ao mencionar a Amazônia, Bolsonaro disse que era "o momento para rememorarmos algo de bom feito em governos anteriores". E passou a citar presidentes que governaram o país durante a ditadura militar (1964-1985).

"Devemos a passagem de 12 para 200 milhas para o nosso eterno presidente Emílio Medici", descreveu inicialmente. Bolsonaro mencionou a Zona Franca de Manaus como benefício trazido por Humberto Castello Branco. "Um pouco mais além, é José Sarney", afirmou Bolsonaro, citando em seguida o ministro do Exército da era Sarney, Leônidas Pires Gonçalves. "A grande obra foi a verdadeira efetivação do projeto Calha Norte."

Relação com militares mudou, diz Bolsonaro

Bolsonaro disse que a relação do governo com os militares mudou. Destacou que, em 29 de dezembro de 2000, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) baixou a Medida Provisória 2131, que retirou benefícios da caserna.

"Os tempos mudaram", avaliou o presidente. "Nós sancionaremos daqui a alguns dias o projeto de proteção social dos militares", continuou ele.

Os militares afirmam que não possuem "Previdência", mas um sistema de "proteção social". Também argumentam que não há aumento salarial, mas "reestruturação da carreira".

Segundo Azevedo, a aprovação da Previdência das Forças Armadas foi "a mais importante realização do ano de 2019, corrigindo anos de antigas distorções, valorizando a meritocracia, a experiência e a retenção de talentos".

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