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Conversa de trabalho, diz Witzel de vídeo em que chama Mourão de presidente

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro - UOL
Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro Imagem: UOL

Do UOL, em São Paulo

27/01/2020 11h46Atualizada em 27/01/2020 18h03

Resumo da notícia

  • Witzel diz que telefonema foi para mostrar união e pedir apoio em uma hora difícil
  • Bolsonaro e Mourão criticaram vídeo postado pelo governador do Rio

Depois do mal-estar causado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o vice dele, Hamilton Mourão, —atualmente presidente em exercício—, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), explicou o vídeo publicado em suas redes sociais de uma ligação com Mourão em que o chama de presidente. Segundo nota divulgada pelo governo fluminense, trata-se de uma "conversa de trabalho".

"O vídeo divulgado nas redes sociais do governador Wilson Witzel tem somente a intenção de tranquilizar os moradores de cidades do noroeste do estado, fortemente atingidas pelas chuvas e, em função disso, sem item básico neste momento que é água para consumo", diz a nota. Horas depois, Witzel disse no Twitter que o telefonema para Mourão "foi para mostrar união, pedir apoio e dar satisfação ao povo e aos prefeitos em uma hora tão difícil".

Ontem, Witzel divulgou um vídeo em sua conta no Twitter em que liga para Mourão, com o viva voz ligado, e diz: "Senhor presidente, boa tarde". O vice está no exercício da Presidência já que Bolsonaro está em viagem oficial na Índia.

Em resposta, Mourão diz que está ciente da situação e que vai pedir auxílio para o ministro Fernando Azevedo, da Defesa. "Qualquer coisa a gente apoia mais alguma coisa aí no Rio de Janeiro, governador", responde Mourão.

A nota ainda diz que a informação de que os governos estadual e federal vão atuar juntos na região "não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo" e que "o telefonema carateriza uma conversa de trabalho, buscando uma solução para um problema específico".

Hoje, Mourão criticou o vídeo postado. Ele disse que o episódio mostra que Wiztel "não tem ética e nem moral".

Ontem, Bolsonaro já havia criticado a postura do governador fluminense. "Ele, pelas imagens, está no seu carro e um assessor filma. E ele liga para o presidente em exercício. Eu acho que não é usual alguém fazer isso. Eu não gostaria que fizessem comigo, não interessa qual seja o assunto. O que se trata por telefone tem que ser reservado", afirmou Bolsonaro a repórteres em Nova Déli.

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