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Bolsonaro se aproveitou da popularidade de Moro e agora mente, afirma Joice

Joice Hasselmann (PSL-SP), deputada federal eleita, e o presidente Jair Bolsonaro - Reprodução/Twitters
Joice Hasselmann (PSL-SP), deputada federal eleita, e o presidente Jair Bolsonaro Imagem: Reprodução/Twitters

Rodolfo Vicentini e Guilherme Mazieiro

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

25/04/2020 15h44

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) rebateu o post feito hoje pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em que resgatou uma foto do ano passado abraçado com Sergio Moro.

"Colocaram a máquina de destruir reputações em cima dele. São mentiras. O próprio presidente está mentindo! Eu estava lá com Moro e Bolsonaro. Não vou permitir tanta mentira", disse Joice ao UOL.

A parlamentar já ocupou o cargo de líder do governo no Congresso e, após um racha com Bolsonaro, assumiu a liderança do PSL. O comando da sigla passou por um embate com Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que chegou a ser líder do partido.

No Twitter, Joice escreveu ainda que Bolsonaro fez "tudo de caso pensado", para surfar na "popularidade do maior ídolo brasileiro" do momento. Ela justificou que sabe tudo disso por, na ocasião, ainda era aliada do governo.

"O presidente é um mentiroso compulsivo! Sempre teve medo da popularidade de Moro. Colocou o gabinete na cola do ex-ministro pra fritar sua reputação. Achava que assim seria mais fácil se livrar dele. Moro é um gigante", acrescentou.

Hoje mais cedo, em post no Twitter, Bolsonaro citou a Vaza Jato e disse que enquanto partidos e o STF (Supremo Tribunal Federal) pressionavam Moro, o presidente estava abraçado com ele, mostrando que o apoiava.

Mais tarde, Moro rebateu Bolsonaro e disse que sempre apoiou o presidente "quando atacado injustamente". Ele ainda compartilhou uma reportagem que mostra o ex-ministro pedindo investigação sobre o porteiro do condomínio do presidente no Rio de Janeiro.

Bolsonaro e Moro romperam definitivamente ontem, após ambos trocarem acusações em pronunciamentos. Durante o discurso que fez no Palácio do Planalto, o presidente disse que sempre "abriu o coração" para Moro, mas não poderia dizer o mesmo do ex-juiz da Lava jato. O presidente está no Palácio da Alvorada e não tem compromissos oficiais na agenda de hoje (25).

Moro acusou Bolsonaro de determinar a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, para poder interferir politicamente na corporação e ter acesso a relatórios e investigações. Bolsonaro negou que quisesse acesso às investigações e disse que tem prerrogativa para trocar o comandante da PF.

Na noite de ontem, o presidente escolheu o novo número um da PF, Alexandre Ramagem, que estava na direção-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

O Jornal Nacional, da Rede Globo, divulgou ontem mensagens trocadas pelo ministro Moro com Bolsonaro indicadas pelo ex-ministro como provas das acusações contra o presidente.

Em meio ao tiroteio de acusações, Bolsonaro disse que Moro queria condicionar a troca de Valeixo a sua indicação à vaga do decano do STF, Celso de Mello, que se aposentará este ano. Moro negou a afirmação em um tuíte.

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