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Na reunião ministerial, Damares defendeu prisão de prefeitos e governadores

7.mai.2020 - A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, em coletiva sobre a crise do coronavírus - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
7.mai.2020 - A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, em coletiva sobre a crise do coronavírus Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

12/05/2020 17h42Atualizada em 12/05/2020 21h00

A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) defendeu a prisão de prefeitos e governadores em reunião ministerial. As declarações da ministra foram feitas na reunião do dia 22 de abril, apontada por Sergio Moro (ex-ministro da Justiça) como prova de que Jair Bolsonaro (sem partido) queria ter acesso a investigações sigilosas e interferir na Polícia Federal.

A assessoria de imprensa da ministra confirmou ao UOL as falas e afirmou que Damares se manifestou dentro de um contexto de defesa dos direitos humanos e da administração pública. E que ela já defendeu esse posicionamento em outras falas, antes da reunião.

A pasta informou que Damares defende a prisão para aqueles que violarem os direitos humanos como prisões de pessoas que furem isolamento nas ruas, comerciantes algemados e agressão a idosos, e para prefeitos e governadores que desviarem verbas e cestas básicas.

A reprodução do vídeo de cerca de duas horas aconteceu hoje para partes do processo (Moro, investigadores, integrantes da Advocacia-Geral da União e Procuradoria-Geral da República). O material foi apresentado pelo governo Bolsonaro à PF (Polícia Federal), que investiga as denúncias de que o presidente queria interferir politicamente na corporação e ter acesso a investigações sigilosas.

O UOL revelou que nesta reunião o ministro Abraham Weintraub (Educação) xingou os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) — um deles, Celso de Mello, é o destinatário do vídeo.

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