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Moro diz que aceitou ser padrinho de Carla Zambelli por "constrangimento"

Moro discursa em casamento de Carla Zambelli - Reprodução/Redes sociais
Moro discursa em casamento de Carla Zambelli Imagem: Reprodução/Redes sociais

Do UOL, em São Paulo

11/06/2020 12h20Atualizada em 11/06/2020 15h03

Sergio Moro, ex-ministro do governo Bolsonaro e ex-juiz, disse que aceitou o convite para ser padrinho de casamento da deputada Carla Zambelli (PSL-SP) por "constrangimento".

"Pouco conheço a Zambelli, na verdade a questão é que foi aquele tipo de convite que você fica constrangido, 'ah, vamos lá prestigiar'. Mas eu nunca tive um relacionamento próximo, pessoal com a deputada", disse ele em entrevista hoje ao programa "Timeline", da Rádio Gaúcha.

Na cerimônia realizada em fevereiro, a deputada escolheu Moro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e suas respectivas mulheres, Rosângela e Daniela, como padrinhos e madrinhas de seu casamento com o coronel Aginaldo de Oliveira, diretor da Força Nacional de Segurança.

Questionado sobre as declarações da deputada de que ele perseguia o PT e protegia o PSDB no comando da Operação Lava Jato. "É um velho discurso de perseguição política", disse.

Após a declaração de Moro, Carla Zambelli publicou mensagem no Twitter em que ironiza o constrangimento relatado pelo ex-ministro com vídeo no qual ele elogia a deputada. Em seguida, questiona se Moro é "mentiroso" ou "cínico".

"Da nossa parte era verdadeiro, prezado. O duro agora são os álbuns, que não se editam. Mas sempre fica o aprendizado", concluiu.

Na mesma entrevista à radio, Moro voltou a dizer que não deixou o governo para "construir uma oposição" e que se via como uma bandeira anticorrupção.

"Eu não saí do governo para construir uma oposição. Eu saí, declinei meus motivos e o objetivo nem foi prejudicar o governo. Até fiquei surpreso com a abertura do inquérito (sobre a denúncia no STF). O objetivo foi expor o porquê eu estava saindo e era proteger as pessoas, a Polícia Federal", completou.

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