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Rodrigo Roca substitui Fred Wassef na defesa de Flávio Bolsonaro

Senador Flávio Bolsonaro - ADRIANO MACHADO
Senador Flávio Bolsonaro Imagem: ADRIANO MACHADO

Do UOL, em São Paulo

22/06/2020 08h38

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), um dos filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), passa a ter na sua equipe de defesa o advogado Rodrigo Roca, que substitui Frederick Wassef. A assessoria do senador confirmou a informação hoje de manhã.

A advogada Luciana Pires também passa a atender diretamente o parlamentar, diz a assessoria. Pires já estava envolvida em questões de cunho "eleitoral" e com o HC (habeas corpus) que será julgado nesta semana.

Wassef deixou ontem a defesa de Flávio no caso das "rachadinhas", inquérito do Ministério Público do Rio de Janeiro que apura suspeita de que o senador se apropriou e desviou salários de funcionários de seu gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) quando era deputado estadual.

O advogado, muito próximo do clã Bolsonaro, se afasta da defesa após a prisão, na semana passada, de Fabrício Queiroz em um imóvel de sua propriedade em Atibaia (SP). Queiroz é também muito ligado à família do presidente e é ex-assessor de Flávio.

Visto com frequência no Palácio do Planalto, em Brasília, Wassef já representou também Jair Bolsonaro.

"A lealdade e a competência do advogado Frederick Wassef são ímpares e insubstituíveis. Contudo, por decisão dele e contra a minha vontade, acreditando que está sendo usado para prejudicar a mim e ao presidente Bolsonaro, deixa a causa mesmo ciente de que nada fez de errado", escreveu Flávio ontem, em sua conta no Twitter.

Ex-advogado de Cabral

De acordo com a Folha de S.Paulo, Rodrigo Roca foi advogado de Sérgio Cabral até 2018, quando o ex-governador do Rio decidiu fazer delação premiada, contrariando sua estratégia de defesa à época. Cabral segue preso.

Apesar dos rumores de que deixou a defesa de Flávio por decisão do presidente Jair Bolsonaro, tanto Wassef como Flávio sustentam publicamente a versão de que essa foi uma decisão de Wassef. "Não posso permitir que me usem para prejudicar o presidente. Deixo a defesa para proteger os interesses de Flávio", disse o criminalista.

Até a prisão de Queiroz, Wassef tinha pelo menos nove procurações para advogar em nome do clã Bolsonaro. Eram três de Bolsonaro, três de Flávio e outras três assinadas pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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