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Deus e Exército: Crivella usa inauguração para se vincular ao bolsonarismo

O presidente Jair Bolsonaro e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, participam da inauguração de uma escola cívico-militar; prefeito tenta aproximação buscando apoio para a reeleição - THIAGO RIBEIRO/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente Jair Bolsonaro e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, participam da inauguração de uma escola cívico-militar; prefeito tenta aproximação buscando apoio para a reeleição Imagem: THIAGO RIBEIRO/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Igor Mello

Do UOL, no Rio

14/08/2020 10h43

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), aproveitou a inauguração de uma escola cívico-militar para tentar se vincular ao bolsonarismo.

Em seu discurso, na presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Crivella tentou se vincular ao militarismo, pauta cara ao eleitorado bolsonarista. Em diversos momentos Crivella citou sua passagem pelas Forças Armadas e chegou a comparar os ambientes das igrejas e dos quartéis.

"Vamos fazer dessa escola realmente um templo de amor à pátria, respeito à família e a Deus", disse Crivella pouco antes de lembrar sua passagem pelo Exército. "Minha vida sempre foi da igreja para o quartel".

Crivella e Bolsonaro inauguraram a Escola Cívico-Militar General Abreu, no Rocha, zona norte do Rio — a primeira unidade nesses moldes da prefeitura.

Na plateia, estavam presentes diversos deputados bolsonaristas com passado militar, como os federais Major Fabiana e Daniel Silveira e a deputada estadual Alana Passos. O vereador Carlos Bolsonaro, filho mais próximo do presidente, foi convidado pelo cerimonial para sentir-se junto às aos ministros de Bolsonaro e secretários do prefeito, entre outras autoridades. Ao saudá-lo, Crivella o chamou de "Carluxo", apelido normalmente usado de maneira pejorativa nas redes sociais.

Bolsonaro fez um aceno ao aliado, destacando que ambos ingressaram no Exército no mesmo ano: "Algumas coincidências me ligam ao prefeito. Somos aspirantes a oficiais do mesmo ano, 1977".

Em seu discurso, Bolsonaro evitou de tratar de temas do noticiário, focando a fala no projeto de escolas miliares impulsionado por sei governo. Em vários momentos, destacou que "os projetos sociais são bem-vindos, mas o que liberta o homem e a mulher é o conhecimento".

Nesta semana, Bolsonaro viu sua aprovação crescer como reflexo do pagamento auxílio emergência. Crivella também procurou ligar-se ao governo Bolsonaro, de quem se disse "um reflexo".

"Pode ter certeza: Aqui no Rio de Janeiro o governo do presidente Bolsonaro tem um reflexo nos valores, nos princípios, no respeito à família e no amor a Deus. E nessa nossa luta incansável, dura, essa luta que nem o senhor nem eu abrimos mão. Recebemos ameaças e chantagens. De não se agachar, de enfrentar de peito aberto e de consciência limpa para a gente construir esse Brasil e essa cidade", concluiu.

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