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MPF 'continua convicto' de que Witzel deve ser preso e denunciado novamente

A Corte Especial do STJ deve avaliar amanhã se Witzel continua afastado do cargo - Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
A Corte Especial do STJ deve avaliar amanhã se Witzel continua afastado do cargo Imagem: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

01/09/2020 22h11

A Procuradoria-Geral da República enviou hoje ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) um parecer defendendo a manutenção do afastamento de Wilson Witzel (PSC) do cargo de governador do Rio de Janeiro.

No documento, o órgão afirma que "não há a menor dúvida de que cabe ao Ministro Relator, verificando a urgência do caso, deferir as medidas cautelares, inclusive prisão e afastamento do cargo, que podem ser legitimamente impostas ao Governador do Estado".

"Embora o Ministério Público Federal continue convicto da necessidade da prisão preventiva de Wilson José Witzel, não deixa de compreender que o E. Ministro Benedito Gonçalves, em serena e detida reflexão, em decisão bem fundamentada, optou de maneira legítima por conferir ao Governador uma última oportunidade, deferindo somente a medida cautelar alternativa prevista no artigo 319, VI do Código de Processo Penal, que deverá ser referendada pela Corte Especial."

A Corte Especial do STJ deve avaliar amanhã se Witzel continua afastado do cargo. A PGR escreve: "Já na primeira denúncia oferecida se vê a gravidade da situação, com elementos concretos de prova, inclusive dinheiro entrando diretamente na conta do governador e da primeira-dama, fazendo com que tenha Wilson José Witzel, no exercício do cargo, incorrido em 25 crimes de corrupção passiva majorada e 25 delitos de lavagem de dinheiro".

"Sem embargo, dada a complexidade dos fatos e da investigação, novas ações penais serão deflagradas, adiantando-se que já nos próximos dias será oferecida denúncia pela prática do crime de constituição e pertencimento a organização criminosa."

O ministro Benedito Gonçalves determinou o afastamento de Wilson Witzel do cargo de governador por 180 dias, em consequência das investigações da Operação Placebo.

Tanto Witzel quanto o PSC questionaram o afastamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

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