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7 meses

Freixo e Molon criticam rejeição do pedido de impeachment de Crivella

Marcelo Freixo (PSOL) enfrentou Crivella no segundo turno das eleições de 2016 - Ricardo Borges/UOL
Marcelo Freixo (PSOL) enfrentou Crivella no segundo turno das eleições de 2016 Imagem: Ricardo Borges/UOL

Do UOL, em São Paulo

03/09/2020 20h40

Os deputados federais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Alessandro Molon (PSB-RJ) criticaram os membros da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro que rejeitaram hoje o pedido de impeachment do prefeito da cidade, o bispo Marcelo Crivella (Republicanos).

A ação de impedimento foi motivada pela denúncia de que servidores comissionados atuavam para impedir o trabalho de jornalistas e demandas da população em unidades de saúde do Rio, segundo revelou reportagem da TV Globo. Investigada em diferentes frentes, a ação seria coordenada por meio de grupos em aplicativos de mensagens — o maior deles batizado de "Guardiões do Crivella"

Em seu perfil oficial do Twitter, Freixo — que enfrentou o bispo no segundo turno das eleições municipais de 2016 — chamou os vereadores cariocas de "capachos" do prefeito e comparou o plenário aos Guardiões do Crivella.

"Os guardiões do Crivella não estão apenas na frente dos hospitais para censurar a população", disse Freixo. "Vergonha", concluiu.

A crítica de Molon — que foi o candidato da Rede à Prefeitura do Rio em 2016 — seguiu no mesmo tom e também comparou os membros da Câmara com os funcionários que recebiam para impedir que jornalistas tivessem acesso aos problemas da saúde do Rio.

"Pelo visto os "Guardiões do Crivella" não se restringem ao vergonhoso esquema de intimidação a jornalistas e pacientes nas portas dos hospitais", escreveu o deputado em seu Twitter.

"O Rio de Janeiro não merece isso", declarou.

Votação no Câmara

Apesar da rejeição, Crivella ainda pode ser investigado por uma CPI na Câmara dos Vereadores por esse esquema. Em sua maioria, os vereadores da base do prefeito argumentaram que o mandato encontra-se em sua reta final e que admitir a abertura de um processo de impeachment poderia "tumultuar" a disputa à Prefeitura do Rio, na qual ele é candidato à reeleição.

O vereador Marcelo Siciliano (PP) foi um dos poucos que disse acreditar que Crivella não tinha responsabilidade sobre as atitudes dos seus "guardiões". "Não podemos culpar uma pessoa pelos atos de terceiros, nós nem sequer temos a certeza da ingerência do prefeito nesse esquema. Não podemos ser levianos", afirmou.

De acordo com a reportagem da TV Globo, contudo, o próprio prefeito participava das trocas de mensagens e parabenizava os integrantes do grupo por intimidações aos jornalistas que faziam reportagens sobre a crise na saúde municipal.

A fala dele foi contestada pelo vereador Brizola Neto (PSOL): "[Os guardiões] São jagunços do prefeito pagos com dinheiro público. Em nome da democracia, precisamos afastar o bispo Crivella da Prefeitura já, agora".

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