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"Presepada", debocha Felipe Neto sobre ser citado em relatório do governo

Felipe Neto posta meme nas redes sociais  - Reprodução/Twitter
Felipe Neto posta meme nas redes sociais Imagem: Reprodução/Twitter

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

01/12/2020 17h02

O produtor de conteúdo Felipe Neto debochou do relatório que mapeia influenciadores, elaborado por uma empresa contratada pelo governo federal e revelado por Rubens Valente, colunista do UOL, nesta terça (1º). Para o youtuber, a lista é uma "presepada".

Segundo a reportagem, a empresa orienta o Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, sobre como o órgão deveria lidar com um grupo de 81 "formadores de opinião", considerados influenciadores em redes sociais. Eles são divididos entre "detratores", "neutros informativos" e os "favoráveis".

Neto entrou no documento entre os "detratores". Como resposta, em seu Twitter, publicou uma série de posts e mudou a foto do perfil. Ele disse ter "muito orgulho" e, ao questionar o gasto para contratação da empresa, chamou a lista de "presepada".

Além do youtuber, entre os detratores estão Guga Chacra, Vera Magalhães, Xico Sá, Rachel Sheherazade, Felipe Neto, Sabrina Fernandes e Silvio Almeida. Mônica Bergamo e Cristiana Lôbo aparecem como "neutras" e Milton Neves, colunista do UOL, e Rodrigo Constantino, como "favoráveis.

O youtuber chegou até a mudar a foto na rede social para uma montagem com ele em um trator e a legenda "the trator".

Lista tem impressões sobre profissionais

O acompanhamento do que é publicado sobre determinado órgão ou autoridade é, em si, uma prática corriqueira, mas o relatório revela e leva ao governo as impressões sobre esses profissionais.

O levantamento intitulado "Mapa de influenciadores", que analisou postagens do mês de maio de 2020 sobre o Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes, foi produzido pela BR+ Comunicação. Ela tem um contrato com o MCTIC (Ciência e Tecnologia) que é aproveitado pelo ME por meio de um Termo de Execução Descentralizada de junho de 2020, no valor total de R$ 2,7 milhões, que inclui outros serviços de comunicação.

O UOL procurou na sexta-feira (27) tanto o MCTIC quanto a empresa BR+ Comunicação. No sábado (28), o MCTIC respondeu o seguinte: "Os esclarecimentos sobre esse assunto podem ser fornecidos pelo Ministério da Economia". Procurado, o ME respondeu que os "produtos de comunicação" são definidos no contrato pela Secom, a secretaria de comunicação da Presidência, "assim como é definido para todos os órgãos da administração direta".

Por meio de nota divulgada na noite desta terça, a BR+ Comunicação afirmou que o uso do termo "detratores" foi um erro de processo e que foi corrigido pela empresa. "Nosso padrão de monitoramento, que é uma técnica comum e utilizada por todas as assessorias, utiliza as expressões "negativo", "positivo" e "neutro". Pedimos desculpas ao cliente e aos influenciadores pelo mal entendido."

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