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Alexandre Frota faz pedido de cassação de Flávio Bolsonaro ao Senado

Frota conversa com Jair Bolsonaro quando ainda era um aliado do presidente, no início de 2019 - Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
Frota conversa com Jair Bolsonaro quando ainda era um aliado do presidente, no início de 2019 Imagem: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

04/01/2021 18h09Atualizada em 04/01/2021 20h42

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) fez um pedido de instauração de processo disciplinar contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No ofício endereçado ao Senado, o ex-bolsonarista Frota alega que Flávio é investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e pede que o senador perca o mandato caso sejam confirmados os crimes dos quais ele é suspeito.

Frota ainda cita que o senador "vem buscando interferir nas investigações" e que pode ter cometido também crime de tráfico de influência.

No início de novembro, o senador foi denunciado pelo MP-RJ por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As denúncias foram oferecidas como resultado da investigação do chamado Caso Queiroz, nome pelo qual ficou mais conhecido o processo que apura suposto crime de "rachadinha" no antigo gabinete de Flávio como deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Flávio Bolsonaro e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz são acusados de comandarem um suposto esquema de repasses ilegais de salários de funcionários do gabinete do filho do presidente da República. A suspeita se somou em dezembro a um outro caso envolvendo o senador, em que ele teria obtido ajuda da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para se defender no processo das "rachadinhas".

A revista Época revelou que a Abin produziu pelo menos dois relatórios para ajudar a defender Flávio no Caso Queiroz. O próprio senador confirmou os relatórios, mas o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) negou a existência dos documentos. Em relação ao esquema de "rachadinha", Flávio alega ser inocente.

Antigo aliado da família Bolsonaro, Frota protocolou o ofício destinado a Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, mas o documento já foi repassado ao Conselho de Ética da Casa, que é presidido pelo senador Jayme Campos (DEM-MT).

Segundo a assessoria de Campos, o presidente do Conselho pediu para a advocacia do Senado a análise do ofício, assim como já tinha feito com outro processo que pede a cassação de Flávio Bolsonaro, este protocolado ainda em fevereiro pelos partidos de oposição PT, PSOL e Rede Sustentabilidade.

O pedido anterior feito pelos partidos de oposição ao governo Bolsonaro teve um aditamento em dezembro, que já atualiza o documento com a suspeita de ajuda da Abin ao senador.

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